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Porto está a analisar questão hidraúlica do projeto da ribeira de Aldoar

O presidente da Câmara do Porto admitiu esta segunda-feira que a autarquia precisa "urgentemente" de resolver o "problema" da ribeira de Aldoar e que, nesse sentido, está a "analisar a questão hidráulica" do projeto.

Porto está a analisar questão hidraúlica do projeto da ribeira de Aldoar

O autarca, que respondia às questões colocadas pelo deputado Rui Sá, da CDU, sobre as "medidas de caráter estrutural que estão a ser implementadas" pela autarquia na sequência das inundações ocorridas no dia 19 de outubro devido ao mau tempo, afirmou que o repto para "retomar o projeto" de recuperação da avenida da Boavista foi lançado pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.

O projeto do arquiteto Rui Medalha, apresentado na reunião camarária de 13 de junho de 2017 previa a recuperação da avenida da Boavista, no Porto, entre o Parque da Cidade e a Avenida Antunes Guimarães (na zona da Fonte da Moura).

Além da otimização dos semáforos para melhorar a mobilidade, o reperfilamento e repavimentação, o alargamento dos passeios, mais de 200 árvores, mobiliário urbano, o projeto previa um separador central com percurso da água (fruto do desentubamento da ribeira de Aldoar).

No entanto, a câmara "parou o projeto" porque, de acordo com o autarca, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse que "ali não era o leito de cheia e que não havia risco de inundação".

"Devo dizer que nesse mesmo dia [19 de outubro], ligou-me o senhor ministro do Ambiente que acompanhou este projeto, tinha feito a candidatura ao POSEUR quando era presidente das Águas do Porto e que me disse que perante aquilo que verificou que nós deveríamos retomar esse projeto e que agora o Fundo Ambiental estará disponível para custear esse projeto", adiantou.

Segundo Rui Moreira, o executivo, que está "atento a esta matéria", está neste momento a "analisar a questão hidráulica" da abertura da ribeira.

"A ribeira de Aldoar tem um fortíssimo potencial para criar problemas e foi por isso que a avenida da Boavista se transformou num lago junto ao parque da cidade", salientou.

Além deste "problema", Rui Moreira atribuiu "culpas" ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera, afirmando que "pela segunda vez consecutiva" não existiu qualquer alerta do instituto a propósito do mau tempo.

"Esse instituto, que nos faz avisos vermelhos dia sim, dia não, nem durante a situação considerou que vivíamos numa situação de risco. É provável que estejam encerrados numa torre qualquer em Lisboa no aeroporto, agora aqui, não foram capazes de nos alertar para esta situação", concluiu.

No dia 19 de outubro, o Comando Distrital de Operações de Socorros (CDOS) do Porto confirmou à Lusa que foram registadas 420 ocorrências relacionadas com a chuva intensa sentida no distrito.

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