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Açores: Marcelo promete voltar para comer cozido com família desalojada

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prometeu hoje regressar à ilha do Faial, nos Açores, no próximo ano, para comer um cozido à portuguesa com uma família desalojada pelo furação Lorenzo.

Açores: Marcelo promete voltar para comer cozido com família desalojada
Notícias ao Minuto

21:17 - 20/10/19 por Lusa

País Furacão Lorenzo

"Combinei aqui com uma senhora, que viu a obra de uma casa comercial destruída, vir aqui e comer lá um bacalhau assado ou um cozido à portuguesa, tanto faz, logo que [a casa] seja construída, o mais rapidamente possível", explicou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas, no final de uma visita às zonas destruídas pelo mau tempo, naquela ilha do grupo central dos Açores.

A casa de pasto 'Confiança', que o Presidente da República teve oportunidade de visitar, na freguesia da Feteira, ficou completamente destruída pelas ondas superiores a 20 metros, mas Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou o nome do estabelecimento, para dizer que é preciso erguer dos escombros e seguir em frente.

"Confiança é essencial! Os açorianos são heróis! Isto que aconteceu aqui poderá voltar a acontecer outra vez, daqui a não se sabe quantos anos, e os que vivem aqui no Faial, e ainda de forma mais especial, os que vivem nas Flores, isoladíssimos, é preciso ser-se herói, para se estar lá à espera do barco, que agora, duas vezes por semana, traz tudo o que é necessário para viverem", explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado mostrou, uma vez mais, porque lhe chamam o presidente dos afetos e fez questão de cumprimentar e confortar algumas famílias de desalojados, muitos dos quais se emocionaram perante a presença, o abraço, ou o beijo do Presidente da República, que ouviu, com atenção, os relatos de quem viu o mar destruir-lhe a casa e os sonhos.

"Foi um momento difícil!", contava a Marcelo Rebelo de Sousa uma das vítimas do furacão Lorenzo, que teve de abandonar a casa à pressa, com a mulher, na madrugada do dia 2 de outubro, quando mar galgou a terra na zona de Porto Pim, na cidade da Horta, atravessando a estrada e danificando dezenas de moradias.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, a sua presença nos Açores, nesta altura, mais do que mostrar um sinal de "solidariedade nacional" para com os açorianos, pretende também ser a garantia de que "os problemas" que se abateram sobre estas pessoas são problemas "de todo os portugueses".

"Significa que a solidariedade nacional demonstrada pelo Presidente da República e pelo Governo da República, se mantém e não passam como passam as notícias - que uma semana depois, um mês depois, já não são tão notícias - por que a vida das pessoas e os problemas das pessoas estão lá", garantiu o chefe de Estado.

A visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao Faial teve também momentos de descontração, nomeadamente na freguesia das Angústias, quando o Presidente da República entrou na "sociedade dos mortos" (agremiação que ficou assim conhecida porque antigamente pagava os funerais dos sócios falecidos), entrou dentro do balcão do bar, para tirar uma selfie com o taberneiro e acabou tirando um fino para uma cliente que entretanto entrou.

O furacão Lorenzo provocou mais de 330 milhões de euros de prejuízos em todo o arquipélago, em infraestruturas portuárias, estradas e moradias, de acordo com uma estimativa do Governo dos Açores, que vai reunir com o Primeiro-Ministro, esta segunda-feira, para saber que ajudas a região terá da República.

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