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Operação Rota do Cabo: Advogado ficou em prisão preventiva

Já são conhecidas as medidas de coação aplicadas aos detidos no âmbito da Operação Rota do Cabo. Advogado ficou em prisão preventiva, enquanto os restantes arguidos saíram em liberdade.

Operação Rota do Cabo: Advogado ficou em prisão preventiva

Foram divulgadas, no início da tarde desta sexta-feira, as medidas de coação aplicadas aos mais de 20 detidos, no âmbito da Operação da Rota do Cabo - uma megaoperação levada a cabo pela Polícia Judiciária (PJ) com o objectivo de desmantelar uma rede criminosa responsável pela introdução ilegal de milhares de imigrantes, em Portugal e na Europa, que estaria a operar em várias entidades do Estado.

Ao principal arguido do processo Rota do Cabo, um advogado considerado o cabecilha de uma rede de apoio à imigração, foi aplicada a medida de coação mais gravosa, prisão preventiva. Os restantes 22 detidos, entre entre os quais funcionários da Autoridade Tributária, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e do Instituto da Segurança Social (ISS), ficaram em liberdade, sujeitos às medidas de coação de proibição de contactos entre eles e, em alguns casos, a apresentações semanais no posto policial mais próximo e impedidos de frequentar as instalações das referidas entidades públicas.  

O juiz de instrução aplicou ainda a três dos arguidos a suspensão do exercício de funções. Segundo a PJ, os detidos são suspeitos de integrarem uma estrutura criminosa "com vastos antecedentes criminais e com ligações a redes internacionais que determinam e controlam os fluxos migratórios irregulares com origem em diversos países da Ásia Meridional e África".

Os detidos, com idades compreendidas entre os 28 e os 64 anos, são suspeitos da prática dos crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, de casamento por conveniência, de falsificação de documentos, de abuso de poder, de corrupção ativa e passiva, de branqueamento, de falsidade informática e acesso indevidoatividade criminosa que permitiu obter elevados proventos financeiros.

A operação, que envolveu mais de 200 inspetores, decorreu na passada terça-feira, dia 15 de outubro. Na altura, em comunicado, a Procuradoria-geral Distrital de Lisboa (PGDL) esclareceu que foram realizadas cerca de seis dezenas de buscas, 45 das quais domiciliárias, que decorreram em vários locais, incluindo organismos públicos e em três escritórios de advogados.

Segundo a PGDL, no inquérito investigam-se crimes de "associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, abuso de poder, corrupção e branqueamento".

"O inquérito encontra-se em segredo de justiça. A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público coadjuvado pela PJ", concluiu.

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