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Apoio à reconstrução abrange 25% das segundas casas em Góis

O Programa de Apoio à Reconstrução de Habitações Não Permanentes (PARHNP) vai beneficiar apenas 25% destas casas atingidas pelos incêndios de 2017 no concelho de Góis, informou hoje a presidente da Câmara Municipal.

Apoio à reconstrução abrange 25% das segundas casas em Góis

Há dois anos, os fogos de 17 de junho e 15 de outubro destruíram, total ou parcialmente, "mais de 50 segundas habitações" deste município do distrito de Coimbra, disse Maria de Lurdes Castanheira à agência Lusa.

"Cinquenta por cento do investimento é a fundo perdido. Mas muita gente não se candidatou, pois não tinha condições para assumir os outros 50%", lamentou a autarca do PS, que está a cumprir um terceiro mandato à frente do executivo.

Na sua opinião, "podia ter havido um outro contributo do Estado" para reabilitar as casas dessas famílias, cujos agregados maioritariamente têm raízes no concelho, mas residem e trabalham sobretudo na zona de Lisboa.

Lurdes Castanheira receia que esses imóveis fiquem agora abandonados, com prejuízos para os donos e a vida das próprias aldeias.

"Causa alguma tristeza" verificar que persistirão "na paisagem de Góis" esses vestígios das tragédias de 2017, sublinhou.

No município, "está concluído o processo burocrático respeitante ao programa", segundo um comunicado da autarquia.

Lurdes Castanheira disse à Lusa que o PARHNP abrange 13 famílias lesadas pelos incêndios, mas que várias candidaturas não foram aprovadas por incumprimento dos requisitos legais para o efeito.

"Algumas famílias não entregaram a documentação toda", por exemplo, mas há situações de rejeição por motivos diversos, esclareceu.

Os grandes incêndios que há dois anos devastaram a região não afetaram a freguesia urbana de Góis, tendo lavrado em território das outras freguesias: Alvares, Vila Nova de Ceira e União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal.

Entretanto, a Câmara Municipal e os 13 beneficiários das medidas de ajuda à reconstrução celebraram os contratos de atribuição dos apoios financeiros, devendo as habitações atingidas ter um prazo máximo de dois anos para a execução das obras.

No caso de simples trabalhos de conservação, o prazo concedido é de seis meses.

A cerimónia de celebração dos contratos, nos Paços do Concelho, contou com a presença do presidente do Fundo de Apoio Municipal (FAM), Miguel Ângelo Almeida, que realçou o facto de Góis "ser o primeiro dos 11 concelhos a concluir este processo", salienta a nota.

Os incêndios que eclodiram em Pedrógão Grande e na Lousã, distritos de Leiria e Coimbra, em junho e outubro de 2017, respetivamente, provocaram 116 mortos.

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