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Nova iniciativa de cidadãos pede o fim das corridas de cães em Portugal

Iniciativa é da SOS Animal e tem como objetivo acabar com as corridas de galgos em prol do bem-estar animal.

Nova iniciativa de cidadãos pede o fim das corridas de cães em Portugal

Deu entrada esta terça-feira na Assembleia da República uma nova iniciativa legislativa de cidadãos a pedir a proibição das corridas de cães em Portugal.

Com esta iniciativa, a SOS Animal pretende acabar com situações de “maus tratos que estes animais sofrem durante e após as corridas”, nomeadamente o facto de “correrem dopados, com coleiras de choque, de serem abandonados, encarcerados e forçados a dar sangue o resto da vida, ou mesmo abatidos quando já não servem o propósito de entretenimento humano”.

Na exposição dos motivos, o documento refere que “numa sociedade inclusiva dos seus animais, estes não são tidos como propriedade ou recurso natural, nem legal nem moralmente, sendo a sua utilização injustificável” e alertam para os riscos que advém da utilização dos animais em corridas, riscos esses fundamentados por vários estudos científicos.

Entre os riscos estão, por exemplo, o excesso de criação de animais, podendo resultar em abandono; instalações inadequadas para manutenção dos animais e a utilização de métodos de treino com recurso à força, ao excesso e à violência, promovendo maus-tratos e esforço físico excessivo, muitas vezes resultando na morte do animal.

Posto isto, refere o texto, “o que está em causa não é os cães correrem livremente, consoante as suas vontades e necessidades, acompanhados, ou não, pelos seus tutores. É correrem dopados, com coleiras de choque, sofrerem maus tratos antes, durante e após as corridas, serem abandonados, encarcerados e forçados a dar sangue o resto da vida, ou mesmo abatidos quando já não servem este propósito de entretenimento humano”, lê-se.

A iniciativa sublinha que os galgos começam os treinos com dois/três meses de idade e que os mais velhos corredores têm apenas dois anos de idade. “Ao longo das suas curtas vidas, são submetidos a treinos violentos e desgastantes para a saúde, a vidas miseráveis e indignas, culminando muitas vezes na morte ou no abandono”, acusa.

Segundo o documento, em Portugal estão identificadas seis pistas amadoras, onde são promovidas corridas de cães num campeonato nacional. Há registo destas corridas, ao longo do ano, em: Vila Nova de Famalicão (pista de Nine); Póvoa de Varzim (pista da Estela); Vila do Conde (pista de Mindelo); Bombarral (pista da Associação Galgueira do Centro); Alenquer (pista da Romeira) e Cuba do Alentejo (pista da Associação Galgueira de Cuba). Ainda de acordo com a iniciativa, há registo de 23 galgueiros nacionais certificados, em localidades como Cartaxo, Oliveira Do Bairro, Vila Do Conde, Povoa de Varzim, Torres Vedras, Barcelos, Alenquer, Vila Nova de Famalicão, Gradil, Sobral de Monte Agraço, Abrigada, Estremoz e Lisboa.

De recordar que o PAN e o Bloco de Esquerda apresentaram em junho passado projetos-lei que pretendiam proibir as corridas de galgos. Esses diplomas, que surgiram na sequência de uma petição apresentada na Assembleia da República, foram chumbados por PSD, CDS e PCP.

Ao Notícias ao Minuto, a deputada Maria Manuel Rola disse que o BE mantém a mesma posição relativamente ao tema, acreditando que a iniciativa legislativa de cidadãos venha a ter as assinaturas necessárias para ser levada à Assembleia da República porque “cada vez mais existe sensibilidade relativamente aos maus tratos a animais. Também o PAN mantém na próxima legislatura a intenção de proibir as corridas de cães em Portugal.

A iniciativa  conta, à hora da publicação deste artigo, com 919 assinaturas. 

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