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MAI tem agora condições para cumprir promessas, diz sindicato da PSP

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) disse hoje que, com a sua recondução, o ministro da Administração Interna (MAI) pode começar imediatamente a cumprir as promessas da anterior legislatura.

MAI tem agora condições para cumprir promessas, diz sindicato da PSP

Paulo Rodrigues disse à agência Lusa, a propósito da recondução de Eduardo Cabrita para o MAI, pelo primeiro-ministro indigitado, António Costa, que "o facto de continuar o mesmo ministro vem de alguma forma beneficiar aquilo que é a ação do Governo", pois "como já conhece os problemas da polícia tem agora todas as condições para começar imediatamente a resolver aquilo que foi prometido".

"Parece-me que neste momento o Governo fica sem argumentos para dizer que desconhece os problemas da polícia, porque teve tempo para perceber quais eram os problemas, este ministro é o mesmo, portanto tem todas as condições de iniciar já a resolução de alguns problemas que ficaram só por promessas no anterior Governo", vincou.

Em declarações à Lusa no passado dia 30 de setembro, o presidente da ASPP traçou um "futuro negro" para a PSP e alegou que os polícias estão revoltados, desmotivados, que chegaram ao seu limite e que o Governo não cumpriu 90% das promessas.

Paulo Rodrigues disse que desde a década de [19]90 que a polícia não estava envolta num "clima de tanta instabilidade, injustiça, revolta e desmotivação como agora".

A revolta, a instabilidade e a desmotivação dos polícias atingiu o seu ponto máximo, muito por culpa de o Governo não ter cumprido as promessas que fez no início da legislatura", acrescentou, dizendo ainda que se está "no bom caminho para acabar com a polícia de segurança pública".

Na altura, a ASPP decidiu entregar cartas ao diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Luís Farinha, a exigir mais e melhor intervenção e outra na residência oficial do primeiro-ministro a elencar as promessas não cumpridas.

Paulo Rodrigues lembrou que há esquadras a serem encerradas por falta de pessoal e há um envelhecimento do efetivo.

"A tudo isto juntam-se polícias agredidos quase todos os dias e os suicídios", frisou.

Nas cartas da ASPP é dito que tem aumentado a insatisfação, a consequente motivação profissional do efetivo e a deterioração do serviço policial.

Também são elencadas uma série de promessas assumidas pelo Governo e não cumpridas, mas que não tiveram "sem grande oposição" da direção da PSP.

O Plano Plurianual de Investimento é uma das que não foi cumprida, o que impede a aquisição e renovação de meios, equipamentos, construção ou renovação de departamentos policiais.

O sindicato reivindica um novo modelo de organização da PSP ajustado à realidade e às necessidades do serviço policial, um programa de apoio psicológico para os polícias, a revisão dos subsídios e suplementos remuneratórios e um efetivo mais jovem, já que os dados indicam que um quarto dos polícias tem atualmente mais de 50 anos.

O XXII Governo Constitucional, hoje apresentado por António Costa ao Presidente da República, vai ter como ministros de Estado Pedro Siza Vieira, Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Mário Centeno.

A existência de quatro ministros de Estado é uma das principais novidades face ao Governo anterior, uma opção que, fonte oficial do executivo, justifica como "um reforço do núcleo central" do executivo.

Catorze ministros mantêm-se à frente das mesmas pastas, existindo cinco novos ministros, o que, segundo fonte do executivo, representa um sinal de "estabilidade e de continuidade" em relação ao anterior elenco governamental.

O segundo executivo liderado por António Costa vai integrar 19 ministros, além do primeiro-ministro, o que o torna o maior em ministérios dos 21 Governos Constitucionais, e também o que tem mais mulheres ministras, num total de oito.

O Governo deve ser empossado pelo Presidente da República "na próxima semana", em "data a determinar", após a publicação do mapa oficial das eleições de 06 de outubro e da primeira reunião do parlamento.

O PS foi o partido mais votado nas eleições de 06 de outubro, com 36,65% dos votos e 106 deputados eleitos, seguindo o PSD, com 27,90% dos votos e 77 mandatos no parlamento, quando ainda falta apurar o resultado dos círculos da emigração.

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