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  • 15 NOVEMBRO 2019
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Proteção Civil falhou prazo. Socorro às populações "em risco"

A Liga dos Bombeiros Portugueses lamentou hoje que a Proteção Civil não tenha regularizado as dívidas em 24 horas, considerando que esta situação coloca os bombeiros numa situação de "sufoco financeiro" que "pode pôr em causa o socorro".

Proteção Civil falhou prazo. Socorro às populações "em risco"

"Não foram regularizados os pagamentos e alertamos os portugueses que, caso aconteça uma situação anormal, a responsabilidade deve ser única e exclusivamente atribuída à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)", disse à agência Lusa o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

Jaime Marta Soares acrescentou que os bombeiros vão cumprir com a sua função, mas se existirem "problemas de falta de socorro, tal não deve ser atribuído às associações humanitárias, que estão numa situação de "sufoco financeiro", mas sim a ANEPC.

Na quinta-feira, a LBP exigiu à Proteção Civil a "regularização dos pagamentos" às associações num prazo de 24 horas relativos a despesas feitas pelas associações de bombeiros em 2019 e 2018, sobretudo no combate a incêndios florestais.

Jaime Marta Soares disse à Lusa que hoje a Liga recebeu uma comunicação do gabinete do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a dar conta de que o presidente da ANEPC explicou que está aguardar que o Ministério das Finanças faça uma transferência de seis milhões de euros.

"Não temos nada a ver com isso. A ANEPC sabe que tem compromissos financeiros com os bombeiros", sublinhou, referindo que as despesas são definidas na diretiva financeira e operacional aprovada pela Proteção Civil no início de cada ano.

Segundo o presidente da LBP, os seis milhões de euros são "uma parte" da dívida, existindo ainda "milhões de euros" referentes a despesas extraordinárias feitas pelos corpos dos bombeiros durante os incêndios de 2018 e deste ano, como alimentação, combustíveis e reparações.

Para Jaime Marta Soares, esta situação de falta de pagamento aos bombeiros "é histórica" e trata-se de "um desrespeito".

A Lusa pediu esclarecimentos ao Ministério da Administração interna e à ANEPC mas ainda não obteve respostas. 

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