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"Morreu o último dos 4 Pais da Democracia? Sejamos honestos"

Vasco Lourenço escreve sobre os "verdadeiros Pais da Democracia" em nota enviada ao Notícias ao Minuto.

"Morreu o último dos 4 Pais da Democracia? Sejamos honestos"

Vasco Lourenço comenta, em nota enviada ao Notícias ao Minuto, o facto de "na morte de Diogo Freitas do Amaral, a generalidade das declarações e dos títulos de jornais afirmarem que 'desapareceu o último dos Pais da Democracia'"

O Capitão de Abril refere que não se vai pronunciar sobre as "qualidades e defeitos de um estadista" que conheceu "em 1974 no Conselho de Estado" e com quem estabeleceu boas relações nem o facto de Freitas do Amaral "se ter tornado sócio da Associação 25 de Abril, por iniciativa própria e aí se ter mantido durante vários anos, até ter pedido a exoneração". 

"Prefiro não me pronunciar sobre as muitas virtudes de Freitas do Amaral, pois não resistiria a acrescentar os defeitos que lhe atribuía, mesmo que a sua lista fosse muito inferior à daquelas", continua, acrescentando que também não vai comentar "a incompreensível atitude de, no seu funeral, lhe terem sido prestados honras militares... Confiante em ser compreendido, confesso ter ficado irritadíssimo com aquilo que atrás referi."

Vasco Lourenço continua, mostrando indignação: "Morreu o último dos 4 Pais da Democracia? Ainda se acrescentassem a essa frase a palavra 'civis' ou mesmo 'partidários'!... Porque a questão a colocar é simples: quem foram os verdadeiros Pais da Democracia? Os partidos políticos e consequentemente os seus líderes, ou o MFA e os que o compunham, ou seja os Capitães de Abril? A resposta parece-me simples: o MFA, naturalmente!"

"Para além de muitas coisas, desde logo o ter feito o 25 de Abril e ter apresentado um Programa onde a democratização constituía o principal do seu conteúdo, convém recordar que as eleições para a Assembleia Constituinte foram praticamente 'impostas' pelo MFA", refere ainda.

O Capitão de Abril diz que "basta lembrar que após o 11 de Março de 1975 era o próprio CDS, através de Freitas do Amaral que defendia o adiamento das eleições, porque 'o povo português não está preparado para isso' e foi o MFA que as impôs, cumprindo a sua promessa de as realizar no prazo máximo de um ano!".

Vasco Lourenço conclui que várias vezes assistiu à reação de Mário Soares, "inequivocamente o mais carismático dos quatro Pais da Democracia civis", quando o tratavam por 'Pai da Democracia': "Não, eu não sou o Pai da Democracia! Os verdadeiros Pais da Democracia são os Capitães de Abril!"

"Sejamos honestos, não queiramos distorcer a História ... o seu a seu dono!", termina.

Diogo Freitas do Amaral morreu a 3 de outubro, aos 78 anos. Foi presidente do CDS, partido que ajudou a fundar em 19 de julho de 1974, e ministro em vários governos.

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