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"Está nas mãos dos portugueses mostrar que estão atentos ao mundo"

Marcelo Rebelo de Sousa antevê que os próximos quatro anos de legislatura "não vão ser fáceis". Considera que o voto de hoje vai ter "uma importância fundamental".

"Está nas mãos dos portugueses mostrar que estão atentos ao mundo"

O Presidente da República depositou o seu boletim de voto na urna na Junta de Freguesia de Molares, em Celorico de Basto. Marcelo Rebelo de Sousa falou de seguida com os jornalistas presentes no local e afirmou esperar que os portugueses demonstrem uma percepção do que se passa no mundo. 

"Vão ser anos que não vão ser fáceis. Quando há uma guerra comercial e uma guerra financeira, e uma guerra até de moedas, em curso e entre potências mundiais, com uma relação difícil e até indefinida entre o Reino Unido e a União Europeia, quando há um novo ciclo na União Europeia, quando há efeitos, como seja a aplicação de tarifas ao comércio europeu para os Estados Unidos da América, tudo isso pode levar a uma desaceleração da economia mundial. Isso chega a todos os países, e pode chegar a Portugal", referiu, em jeito de antevisão.

Marcelo voltou assim a apelar à participação eleitoral. "O apelo que faço, renovado, é que as pessoas percebam que vão ser quatro anos com estas dificuldades que virão lá de fora, quase inevitavelmente, e portanto quatro anos em que o voto de hoje vai ter uma importância fundamental", realçou, insistindo no papel decisivo que cada cidadão pode exercer. 

"Está nas mãos dos portugueses, votando, mostrar que estão atentos ao que se passa no mundo. Hoje a informação chega pela televisão, pelos jornais, pela rádio, pela internet, portanto, sabendo, demitirem-se do exercício de direito de voto é legítimo, mas é um erro", afirmou o Presidente.

Questionado pelos jornalistas sobre a elevada taxa de abstenção que marcou os escrutínios eleitorais anteriores, Marcelo disse esperar que "fique claramente abaixo da abstenção das europeias e abaixo da abstenção de 2015".

O Presidente da República frisou ainda que esta foi uma "campanha muito longa". "Mesmo o período anterior à campanha foi muito intenso. Não me lembro de, ao olhar para o boletim de voto, ver tantas opções de escolha", concluiu. 

Este domingo 10,8 milhões de eleitores podem votar para escolher o seu novo Governo e os 230 deputados que vão compor a Assembleia da República.

Até ao meio-dia já tinham votado cerca de dois milhões de eleitores, o que representa 18,83% dos eleitores inscritos. 

[Notícia atualizada às 13h45]

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