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Jihadista português diz estar "arrependido" de se ter juntado ao Daesh

Nero Saraiva, de 33 anos, está detido há seis meses, desde que o grupo terrorista foi desmantelado.

Jihadista português diz estar "arrependido" de se ter juntado ao Daesh
Notícias ao Minuto

15:46 - 27/09/19 por Notícias Ao Minuto

País Daesh

É descrito como um dos jihadistas mais perigosos do mundo e é português. Nero Saraiva, de 33 anos, emigrou aos 12 anos para o Reino Unido e aos 22 converteu-se ao Islão. Esta semana, numa entrevista à agência curda ANF revelou vários pormenores sobre o seu percurso como membro do Daesh, na Síria, e explicou como ocorreu a operação que colocou um ponto final neste grupo terrorista, em Baghouz, a 3 de março de 2019.

Detido há seis meses e descrito pela ANF como “chefe do ISIS de Londres e comandante dos terroristas estrangeiros”, Nero garante que é “um dos cinco jogadores de futebol” que se juntaram ao Daesh.

Nos vários vídeos da entrevista, partilhada na conta de Twitter da agência curda, Nero surge com uma grande cicatriz na testa e sem parte dos dedos. Ao jornalista, o português revela que ficou ferido durante a operação das forças curdas, que contaram com a ajuda dos EUA, para acabarem com o califado.

“Estava na tenda com a minha mulher e com os meus filhos quando uma bomba caiu. Fiquei com os dedos feridos, a cabeça partida e ombro direito deslocado. Perdi a consciência. Quando acordei já estava no hospital”, conta.

Apesar de nunca admitir que quer voltar a Portugal, Nero garante que está “arrependido” de se ter juntado ao Daesh, em 2014.

Claro que isto não é bom. Se matas inocentes, isso não é bom”, diz, aproveitando para deixar um conselho aos jovens: “Aprendam com a vossa religião e saibam o que estão a fazer. Às vezes podem cair numa coisa que não compreendem e vão colocar-se numa situação da qual é difícil sair”.

Algo que Nero admite que é bastante difícil de fazer. “Se não fazes parte do Daesh ou se tentares sair vais para a prisão ou acabam por te matar”, diz.

Além de não falar de Portugal, Nero também não fala dos crimes que cometeu. Nem é questionado sobre os mesmos. Contudo, o português está, desde 2012, na lista dos homens mais procurados pelo Ocidente e é suspeito tanto do sequestro do fotógrafo de guerra britânico John Cantlie, como de estar ligado ao homicídio de James Foley, um jornalista norte-americano decapitado por Jihadi John.

Nero pertenceu ao Daesh durante sete anos. Durante esse tempo casou com cinco mulheres e teve dez filhos.

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