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Secretário de Estado pede demissão e é arguido no caso das golas antifumo

O Ministro da Administração Interna aceitou o pedido de exoneração, por motivos pessoais, do secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, que de acordo com a TVI24 foi constituído arguido no âmbito do caso das golas inflamáveis.

Secretário de Estado pede demissão e é arguido no caso das golas antifumo

"Na sequência do pedido de exoneração, por motivos pessoais, do Secretário de Estado da Proteção Civil, o Ministro da Administração Interna aceitou o pedido e transmitiu essa decisão ao Primeiro-Ministro", dá conta o Governo em comunicado.

Entretanto, avança a TVI24 que o agora ex-governante foi constituído arguido no âmbito da investigação às golas inflamáveis.

Recorde-se que a Polícia Judiciária está esta quarta-feira a fazer buscas no Ministério da Administração Interna, na sede da Proteção Civil e na empresa Foxtrot por causa do negócio das golas antifumo.

Em causa estarão os crimes de participação económica em negócio e desvio de subsídio. A empresa Foxtrot foi a fornecedora das golas antifumo.

Entretanto, em comunicado enviado às redações, o Ministério da Administração Interna confirmou as diligências: "O Ministério da Administração Interna confirma a realização de diligências do Ministério Público e da Polícia Judiciária nas instalações do MAI e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil". 

Na mesma nota é acrescentado ainda que "está a ser prestada toda a colaboração na realização das referidas diligências".

Também a PGR confirmou que estão esta quarta-feira em curso oito buscas domiciliárias e 46 não domiciliárias no âmbito do negócio das golas inflamáveis. As buscas concentram-se em vários locais, incluindo no Ministério da Administração Interna, na Secretaria de Estado da Proteção Civil, na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e em Comandos Distritais de Operações de Socorro.

De recordar que, na sequência da polémica sobre as golas antifumo, José Artur Neves foi confrontado com o facto de a empresa onde o seu filho trabalha ter sido contratada por duas entidades públicas.

Na altura, esclareceu que  o filho, sendo engenheiro, "exerce a sua profissão no setor privado e a empresa para a qual trabalha, e onde detém uma participação minoritária, celebrou três contratos para a realização de empreitadas com a Universidade do Porto (um concurso público e um ajuste direto) e com o Município de Vila Franca de Xira (um concurso público)". 

"Não tenho qualquer participação na referida empresa nem intervenção na sua atividade. Não tive qualquer influência nem estabeleci qualquer contacto, nem o meu filho alguma vez invocou o seu grau de parentesco, de que pudesse resultar qualquer expetativa de favorecimento pessoal", acrescentou. 

[Notícia atualizada às 15h48]

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