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Portugal tem mais crianças até três anos no pré-escolar

A frequência de berçários e creches até aos três anos está a subir, mas Portugal ainda fica abaixo da média da OCDE nas crianças de dois anos, assim como no valor do financiamento por criança, segundo dados hoje divulgados.

Portugal tem mais crianças até três anos no pré-escolar
Notícias ao Minuto

10:07 - 10/09/19 por Lusa

País OCDE

De acordo com o relatório anual 'Education at a Glance' hoje divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), produzido com base em dados dos últimos anos, no que diz respeito à frequência de berçários e creches pelas crianças portuguesas, Portugal só faz melhor do que a média da OCDE no que diz respeito às crianças com menos de um ano: a taxa de frequência é de 20%, mais do dobro da média de 9% nos países da OCDE e a quarta mais alta nesta comunidade.

Na faixa etária seguinte, a das crianças com um ano, Portugal fica em linha com a média, com um registo de 40% de frequência, mas a convergência com a OCDE perde-se na faixa etária seguinte, com apenas 52% das crianças de dois anos a frequentar uma creche, contra os 62% de média do conjunto dos países da OCDE.

O relatório refere que, à semelhança de outros países da União Europeia, a frequência de educação pré-escolar tem vindo a crescer em Portugal, com uma percentagem de 37% das crianças com menos de três anos matriculada numa creche ou berçário em 2017, acima dos 27% de 2010.

O recurso a instituições privadas continua elevado em Portugal, representando 47% das matrículas, contra 34% da média da OCDE e 27% da média da União Europeia a 23.

No que diz respeito a crianças entre os três e os cinco anos, a taxa de frequência de 92% em 2017 está acima da média da OCDE (87%) e da União Europeia a 23 (90%).

No que diz respeito à despesa pública, o relatório indica que Portugal gastou em 2016 cerca de 0,6% do PIB em educação pré-escolar, a mesma percentagem que a média da OCDE, mas o facto de a educação pré-escolar ser mais longa do que noutros países faz com que a média de despesa por criança, de cerca de 6.785 euros, fique abaixo da média da OCDE, de cerca de 7.500 euros.

No que diz respeito aos profissionais da educação pré-escolar, Portugal tem educadores mais qualificados à partida -- é necessário um mestrado para se ser educador de infância, enquanto noutros países da OCDE a licenciatura é suficiente -- mas tem mais crianças por assistente, com um rácio de 17 alunos por cada funcionário, contra a média da OCDE de 16 crianças por funcionário.

Mais uma vez a OCDE volta a frisar o envelhecimento da classe docente em Portugal, sublinhando que é uma das mais velhas da comunidade, com 40% dos professores com 50 anos ou mais e apenas 1% abaixo dos 30 anos.

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