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Figueira da Foz proíbe utilização de pirotecnia no período crítico

O presidente da Câmara da Figueira da Foz anunciou hoje que decidiu proibir a utilização de pirotecnia no período crítico de incêndios, depois de um sistema de fogo preso, autorizado pela autarquia, ter provocado um incêndio.

Figueira da Foz proíbe utilização de pirotecnia no período crítico

"O fogo-de-artifício das festas de Santa Bárbara [no dia 05, na povoação dos Vais, na encosta sudoeste da serra da Boa Viagem, perto do mar] ocorreu porque podia ocorrer, o fogo utilizado era legal. Demos autorização prévia, a seguir a PSP licenciou o fogo e parece, porque o processo ainda está em averiguação, que não foi colocado num sítio que reunia as condições, o que provocou um incêndio [florestal] que podia ter tido proporções graves", disse Carlos Monteiro.

Intervindo na reunião do executivo, o autarca esclareceu que na sequência deste caso foram equacionadas duas situações: ou passar a acompanhar o lançamento de fogo-de-artifício, em festas e romarias, com meios dos bombeiros e Proteção Civil "que iam fazer falta", ou tomar a decisão "pouco simpática" de proibir "todo e qualquer tipo de fogo" no período critico de incêndios (até 30 de setembro), opção que acabou por prevalecer.

A legislação em vigor atribui ao município a autorização prévia da utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos no período crítico de incêndios, proibindo a utilização de balões de mecha acesa e todos os tipos de foguetes.

A proibição total foi decretada por despacho de Carlos Monteiro, já que o município do litoral do distrito de Coimbra ainda não dispõe de um regulamento municipal de uso do fogo, que inclui, como já sucede em vários concelhos, uma norma específica sobre os procedimentos a observar na eventual autorização da utilização de pirotecnia, partindo de um pedido dirigido ao presidente da câmara.

O autarca explicitou que existiram nos últimos dias "duas situações de exceção" à proibição já em vigor, por decorrerem "muito em cima do despacho", uma na procissão da Leirosa em que o fogo-de-artifício era lançado na praia "acompanhado pela Capitania" do Porto da Figueira da Foz e outra na localidade de Santana.

Uma terceira situação, na freguesia do Bom Sucesso, no norte do concelho, não se chegou a efetivar porque a comissão de festas optou "por não fazer o lançamento" da pirotecnia, indicou.

Carlos Monteiro assumiu que a utilização de pirotecnia "está enraizada na tradição", mas justificou a proibição como "uma medida de segurança efetiva".

"[O incêndio do cabo Mondego] por motivos ainda em averiguação provocou uma situação que podia ter sido dramática", reafirmou.

As chamas que deflagraram ao final da tarde de dia 05 lavraram durante cerca de uma hora e foram combatidas por 28 operacionais e sete viaturas de quatro corporações de bombeiros, auxiliadas por um helicóptero.

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