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  • 15 SETEMBRO 2019
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Campo de refugiados atacado na Grécia. Voluntária portuguesa faz apelo

Um grupo de cerca de 200 pessoas armadas agrediu refugiados e voluntários. Voluntária da Team Humanity afirma que a polícia foi chamada e não fez nada. Entretanto as autoridades gregas detiveram o fundador desta ONG sem motivo aparente.

No passado domingo à noite, o campo de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, foi atacado por um grupo de cerca de 200 pessoas que estavam armadas. O alvo do ataque foi o centro da Team Humanity, uma organização não governamental (ONG), situado no campo de refugiados. O grupo agrediu refugiados e voluntários, homens e mulheres. O Notícias ao Minuto falou com Dulcinha Machado, uma voluntária portuguesa na Team Humanity, que se encontra neste campo de refugiados.

A voluntária disse que várias pessoas ficaram feridas na sequência deste ataque. A polícia grega foi chamada ao local mas “não fez nada”. O ataque do passado domingo não foi um incidente isolado. Dulcinha Machado garante que o campo de refugiados de Moria já foi atacado noutras ocasiões. “E ninguém faz nada. Como é que é possível?”, questiona.

Este caso teve novos desenvolvimentos esta quarta-feira. A voluntária portuguesa contou ao Notícias ao Minuto que a polícia grega foi ao campo de refugiados e deteve Salam Aldeen, o fundador da ONG dinamarquesa Team Humanity, “sem razão nenhuma”. Levaram-no para uma esquadra de Mitilene, a capital da ilha de Lesbos.

“Estou com ele na esquadra. Ele está numa sala fechado com a polícia grega e eu cá fora. Já lhes disse que não saio daqui sem ele”, afirmou a voluntária, que acrescentou que um dos advogados da Team Humanity também já está na esquadra.

Dulcinha Machado publicou um vídeo na sua conta de Facebook na manhã desta quarta-feira, na qual relata o ataque de domingo e a detenção de Salam Aldeen hoje, e no qual apela à ajuda. A voluntária pede para que o vídeo seja partilhado e dirige-se, em particular, ao Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e a António Guterres, secretário-geral da ONU.

A voluntária revelou-nos ainda que a “polícia grega detesta as ONG” e que persegue a Team Humanity “há muitos anos, desde 2015”. “É horrível o que se está a passar. Moria é um inferno. Alguém tem que fazer alguma coisa”, sublinha.

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