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Por 600 euros pode morar num contentor em Marvila. "É uma boa solução"

O anúncio colocado em portais para arrendamento de habitações e quartos está a gerar polémica e a indignar muitos portugueses.

Por 600 euros pode morar num contentor em Marvila. "São uma boa solução"

Os problemas de arrendamento na cidade de Lisboa são bem conhecidos dos portugueses, com rendas a ultrapassarem o salário mínimo nacional por pequenos apartamentos.

Mas há uma “boa solução” para colmatar a falta de habitações na capital portuguesa: contentores ecofriendly.

Os anúncios foram colocados nos sites OLX e Imovirtual e dão conta da possibilidade de alugar um contentor de 12 metros quadrados por 600 euros por mês em Marvila, Lisboa. Conforme se vê nas imagens abaixo, o espaço alberga um beliche para duas pessoas, uma cómoda e uma casa-de-banho com lavatório, sanita e duche.

Questionado pelo Notícias ao Minuto a propósito do valor que muitos utilizadores da internet consideram obsceno, João Mendonça, da empresa responsável por estes 'ecotainers', explicou que os 600 euros englobam o aluguer do espaço, as despesas da casa, internet com 6GB, limpezas e um espaço comum onde se encontra a sala e a cozinha.

Segundo o responsável, os contentores estão colocados “num jardim de um prédio” e há uma zona desse edifício “destinada aos utilizadores dos ecotainers”.

“Não entendo a polémica. Trata-se de um conceito do norte da Europa que até há em Espanha. Em Amesterdão, por exemplo, há mais de dois mil. São contentores com uma pegada de carbono bastante reduzida e uma boa solução, uma vez que Portugal está com tantos problemas de habitação”, referiu João Mendonça.

Segundo o responsável, os seis contentores colocados naquele local “já não estão disponíveis”, pois foram todos alugados e por pessoas estrangeiras. João deu mesmo o exemplo de um professor universitário dinamarquês que optou por morar no 'ecotainer' e de um outro trabalhador estrangeiro cuja empresa, apesar de os escritórios serem em Lisboa, lhe atribuiu uma casa em Setúbal.

Quanto ao pagamento, o mesmo é feito no momento em que é alugado, “como nos hotéis”. Não há um contrato de arrendamento, até porque juridicamente funciona como alugar de uma caravana, e são passadas as respetivas faturas.

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