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Número um por Setúbal diz que "não está em causa a lista, mas ordenação"

O cabeça de lista do PSD por Setúbal, Nuno Carvalho, afirmou hoje querer concluir o processo de escolha dos candidatos por este círculo "com normalidade", dizendo não estar em causa a lista proposta pelas estruturas, "mas a ordenação".

Número um por Setúbal diz que "não está em causa a lista, mas ordenação"
Notícias ao Minuto

11:26 - 26/07/19 por Lusa

País PSD

"Na qualidade cabeça de lista do Partido Social Democrata para o círculo de Setúbal pretendo que o processo de realização de lista se conclua com normalidade", refere Nuno Carvalho, vereador da Câmara de Setúbal, num email enviado hoje ao secretário-geral do PSD, José Silvano, e à distrital de Setúbal, a que a Lusa teve acesso.

Um dia depois de a direção do PSD ter decidido avocar o processo de elaboração da lista de Setúbal -- delegando essa responsabilidade em Nuno Carvalho e no segundo nome da lista, o líder parlamentar Fernando Negrão -, o cabeça de lista por Setúbal salienta que a discussão "é referente a nomes aprovados em Comissão Política Distrital por unanimidade e submetidos por ordem alfabética à Comissão Política Nacional (CPN)".

"A ordenação de nomes numa lista é sempre um processo que pode encerrar em si as suas dificuldades", admite, salientando que "não está em causa a lista, mas antes como a lista é ordenada".

Nuno Carvalho defendeu ser "normal" que os dois primeiros nomes "manifestem a sua opinião na ordenação da lista" que foi submetida pela distrital de Setúbal à Comissão Política Nacional.

"Estas são sempre sugestões que depois podem ou não ser aceites no processo que culmina na apresentação das listas pela CPN ao Conselho Nacional", afirmou, apelando a que o processo seja conduzido com "a descrição aconselhável" e com brevidade.

Na quinta-feira, o presidente da distrital de Setúbal, Bruno Vitorino, disse à Lusa que a direção nacional tinha avocado o processo de elaboração da lista por este círculo, considerando que tal promove "a divisão e intriga" e não ajuda o PSD nos desafios que tem pela frente.

Na terça-feira, fontes distritais e da direção disseram à Lusa que a ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, tinha sido excluída da lista de candidatos a deputados do PSD por Setúbal, e que o líder parlamentar Fernando Negrão seria segundo por este círculo.

Em 2015, o PSD elegeu quatro dos 18 deputados eleitos por Setúbal (cinco no âmbito da coligação Portugal à Frente, um dos quais do CDS-PP): Maria Luís Albuquerque, Bruno Vitorino, Maria das Mercês Borges da Silva e Pedro do Ó Ramos.

A escolha dos cabeças de lista é prerrogativa do presidente do PSD, já tendo sido divulgados os nomes dos 'número um' pelos 20 círculos que cabia a Rui Rio escolher (Madeira e Açores têm competência própria na escolha de candidatos a deputados).

Quanto à restante composição das listas, os estatutos do PSD não definem qual a 'quota' de candidatos que a direção pode impor às estruturas regionais, e apenas determinam que compete às distritais "propor à Comissão Política Nacional candidaturas à Assembleia da República, ouvidas as Assembleias Distritais e as Secções".

Em final de maio, a CPN aprovou uma deliberação segundo a qual as propostas das distritais teriam de ser elaboradas "pela ordem alfabética dos nomes dos candidatos propostos, tendo de ter, necessariamente, um número superior a 40% de cada um dos géneros", de forma a cumprir as novas determinações da Lei da Paridade.

As listas de candidatos a deputados do PSD serão votadas, de braço no ar, no Conselho Nacional do partido da próxima terça-feira, em Guimarães (Braga).

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