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Praia fluvial de Vila de Rei é "uma ilha verde no meio do negro"

A Praia Fluvial de Bostelim, em Vila de Rei, é "uma ilha verde no meio do negro", depois do incêndio ter consumido tudo em redor, contou o responsável do espaço, que espera agora que os turistas regressem.

Praia fluvial de Vila de Rei é "uma ilha verde no meio do negro"

A relva verde e uma dezena de árvores à volta da praia fluvial contrastam com as colinas enegrecidas na envolvente. Naquele pequeno vale, toda a infraestrutura do espaço e do parque de campismo associado escaparam à passagem das chamas.

"Está tudo a funcionar e com as infraestruturas intocadas. Os turistas podem vir e até agradecemos que venham", disse à agência Lusa Francisco Miranda, presidente da Associação para o Desenvolvimento do Turismo e Lazer da Fundada (ADETULF), entidade que gere o espaço.

Com um agosto que se avizinhava praticamente lotado, Francisco apenas consegue "pensar positivo" e acredita que os turistas vão voltar, até por uma questão de solidariedade, refere, olhando para o parque agora quase vazio.

Na tarde de sábado, com cerca de 150 pessoas na praia fluvial, 10 caravanas e autocaravanas e 16 tendas no parque, a evacuação decorreu de forma "pacífica e ordenada" e feita "com antecedência", contou, salientando a organização da proteção civil no que toca a este incêndio.

Também Encarnação Silva, de 80 anos, habitante da Fundada, Vila de Rei, elogia o trabalho de prevenção.

No final da tarde de sábado, quando as chamas se aproximaram da aldeia, foi para o lar da localidade, para onde também foram levados habitantes idosos e com dificuldades de mobilidade que vivem em zonas isoladas.

Agora, está a fazer a sua vida normal e já deixou descansados os netos que lhe ligaram para saber se era preciso ir buscá-la.

"Eu estava tranquila porque só ardeu na floresta. Galgou a encosta, mas o vento levou o incêndio para fora daqui", explica, salientando que não sentiu "grande aflição".

Em Castanheiro Grande, na Sertã, Fernando Oliveira apenas conseguiu dormir umas "horinhas" depois das seis da madrugada de hoje, depois de ter estado atento toda a noite a ver se as chamas chegavam à casa do seu pai.

A morar em Lisboa, assim que soube do incêndio, Fernando pegou no carro e seguiu em direção à sua terra natal.

Naquela pequena localidade da Sertã, o incêndio não se aproximou das casas, com a ajuda das limpezas que cada vez mais pessoas fazem junto das habitações, vincou.

"Na zona que limpei há um mês foi onde se conseguiu parar o incêndio. Numa casa ali em cima, que também tinha limpado a erva também foi possível combater o fogo", notou, salientando que foi fácil controlar o avanço das chamas quando estas se aproximavam das habitações.

Agora, vai ficar o resto do dia atento, não vá uma reativação voltar a ameaçar a casa do seu pai.

Na conferência de imprensa que decorreu à hora de almoço na Escola Secundária da Sertã, o presidente da Câmara daquele município, José Nunes Farinha, afirmou que não tem conhecimento de qualquer casa de primeira ou segunda habitação que tenha ardido no concelho, referindo também que ainda é muito cedo para avançar com estimativas da área ardida.

Sobre o combate às chamas, José Nunes Farinha salientou que "todo o sistema estava muito bem coordenado".

"Gostei do que vi, em termos de planeamento e de execução", frisou.

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