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UGT espera "discurso mais social e menos economicista" da nova Comissão

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, afirmou hoje esperar que a próxima liderança da Comissão Europeia tenha "um discurso mais social e menos economicista", sustentando que "a Europa está farta de austeridade".

UGT espera "discurso mais social e menos economicista" da nova Comissão

"Espero que o novo presidente, seja Ursula von der Leyen ou outro qualquer que o Parlamento Europeu decida, tenha em consideração que a Europa está farta de austeridade", advertiu Carlos Silva, em Évora, no final de uma reunião do Secretariado Nacional da UGT.

Para o secretário-geral da UGT, quem for eleito presidente da Comissão Europeia deve "respeitar a Europa social, reforçar o investimento público e a distribuição dos fundos comunitários para permitir uma maior coesão social e territorial e apostar na convergência".

O dirigente sindical disse também esperar que exista uma mudança de tratamento, porque as atuais lideranças têm "olhado para os Estados mais pequenos e para os maiores de forma diferente", considerando que "os Estados só são bem tratados quando se comportam como alunos exemplares, como é o caso português".

"Mas, nós temos feito uma travessia com língua de palmo, os portugueses têm pago isso bem na vida, nos despedimentos, na precariedade, nos salários que não sobem e que na vizinha Espanha vai para mil euros de salário mínimo nacional em 2020 e nós estamos ainda nos 600 euros e não sabemos qual é o próximo patamar", assinalou.

Nesse sentido, Carlos Silva notou que os portugueses começam a "desesperar por nunca mais alcançarem o nível médio europeu", realçando que a nova liderança europeia deve "olhar mais para o social e para as questões da igualdade".

O Parlamento Europeu vota hoje, às 18h00 locais (menos uma hora em Lisboa), a nomeação da alemã Ursula von der Leyen, candidata designada pelo Conselho Europeu, para a presidência da Comissão Europeia.

A ministra alemã necessita obter uma maioria absoluta - metade dos eurodeputados mais um, ou seja, 374 - para suceder ao luxemburguês Jean-Claude Juncker na presidência do executivo comunitário.

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