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Ministro da Defesa na transferência de comando português em Bangui

O ministro da Defesa português, João Gomes Cravinho, vai assistir hoje, em Bangui, à transferência do comando português da Missão Europeia de Treino Militar - República Centro-Africana (EUMT-RCA), que tem sido liderado pelo general Hermínio Maio.

Ministro da Defesa na transferência de comando português em Bangui
Notícias ao Minuto

06:43 - 08/07/19 por Lusa

País RCA

O general Hermínio Maio assumiu o comando da missão na RCA em janeiro de 2018 e manteve até hoje, transmitindo agora a liderança para a França, numa cerimónia que vai decorrer em Bangui e que vai contar com a presença do ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, bem como com a sua homóloga francesa Marie-Noëlle Koyara, e ainda a ministra das Forças Armadas, Florence Parly.

"Esta é uma missão de treino militar da União Europeia, que começou em setembro de 2016 e já foi renovado o mandato até 2020. A sua missão é reestruturar as Forças Armadas e a Defesa centro-africana, outra área é a educação, para reciclar os quadros do país, e ainda uma área de treino. Já treinámos 3.700 que integram cinco batalhões e, destes, 1.200 estão já no terreno para estender a autoridade do Estado a todo o território", disse à agência Lusa o general Hermínio Maio, em abril deste ano.

Na EUMT-RCA, Portugal tem 50 militares que terminam a sua missão e prepararam-se para regressar, enquanto outros 15 militares vão iniciar funções. Na cerimónia de transferência de comando, o general Hermínio Maio vai ser condecorado.

Durante a sua visita à RCA, João Gomes Cravinho vai reunir com diversas entidades, entre elas a ministra da Defesa da RCA, Marie-Noëlle Koyara, o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, Mankeur Ndiaye, bem como o Presidente da República Centro Africana, Faustin-Archange Touadera.

O ministro da Defesa vai também estar com as forças portuguesas que servem na EUMT-RCA e com os militares portugueses que integram a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA).

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.

O Governo centro-africano controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

O acordo de paz foi assinado em Cartum, capital do Sudão, no início de fevereiro pelo Governo da RCA e por 14 grupos armados. Um mês mais tarde, as partes entenderam-se sobre um governo inclusivo, no âmbito do processo de paz.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA), cujo 2.º comandante é o major-general Marcos Serronha, onde agora tem a 5.ª Força Nacional Destacada (FND) e lidera a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), que é comandada até hoje pelo brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio.

A 5.ª FND, que tem a função de Força de Reação Rápida, integra 180 militares do Exército, na sua maioria elementos dos Comandos (22 oficiais, 44 sargentos e 114 praças, das quais nove são mulheres), e três da Força Aérea.

Leia Também - Forças Armadas são "fonte de prestígio" para Portugal

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