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Já ouviu falar dos vales MEGA? Tudo sobre manuais escolares gratuitos

Vales MEGA vão ser atribuídos pelo Estado a partir de amanhã, dia 9 de julho, para a aquisição de manuais escolares.

Já ouviu falar dos vales MEGA? Tudo sobre manuais escolares gratuitos
Notícias ao Minuto

08:45 - 08/07/19 por Natacha Nunes Costa 

País Manuais escolares

No próximo ano letivo, os manuais escolares vão ser, pela primeira vez, gratuitos para todos os alunos, do 1.º ao 12.º ano, do ensino público. Contudo, ainda permanecem muitas dúvidas quanto aos vales MEGA, que vão ser atribuídos pelo Estado a partir de amanhã, dia 9 de julho, para a aquisição dos mesmos.

Sabe, por exemplo, que a legislação permite que estes vouchers sejam utilizados para adquirir livros em segunda mão? E que, além de esta medida trazer benefícios para a natureza e para o Estado, pode permitir poupar milhões com a reciclagem dos manuais, dando-lhe ainda descontos em material escolar e outras despesas familiares?

Foi com o objetivo de esclarecer todas estas dúvidas que o Notícias ao Minuto falou com Manuel Tovar, cofundador da Book in Loop, uma das plataformas de compra e venda de manuais escolares onde pode trocar os vales MEGA.

Mas comecemos pelo início. Para aderir à medida dos vales MEGA, o encarregado de educação oficial do aluno tem de se dirigir ao site dos Manuais Escolares, criado pelo Ministério da Educação. Aí autentifica-se com os mesmos dados do Portal das Finanças. Nessa altura, automaticamente, o site gera os vouchers, que serão atribuídos a partir de dia 9 de julho.

Os vales, segundo conta Manuel Tovar, podem ser utilizados em qualquer uma das livrarias registadas no portal. A Book in Loop é uma dessas livrarias e já está a aceitar reservas antecipadas dos manuais escolares.

Assim que os vales sejam emitidos, a Book in Loop avisa a família para que complete a sua reserva. Depois disso é só aguardar para que eles sejam entregues, gratuitamente, em sua casa.

Além da entrega gratuita e da possibilidade de reservar os seus livros, a Book in Loop promove a compra e venda de manuais reutilizados, ou seja, em segunda mão.

“Adquirimos os livros que as famílias têm em casa, pagamos 25% do preço de capa pelos livros e por cada livro que a família reserve na nossa plataforma, damos sete euros por livro em cartão Continente para ser utilizado em material escolar, em cadernos de atividades que não estão abrangidos pela medida ou em qualquer outra despesa familiar. Estes livros têm uma garantia de qualidade, são encapados, para recuperarem um aspeto semelhante ao de um livro novo e para durarem mais tempo, e são entregues gratuitamente em casa”, explica Miguel Tovar.

Com esta medida, os sócios da Book in Loop esperam “poder poupar ao Estado até 30 milhões de euros no Orçamento do Estado” e fazer desta “a maior iniciativa de reutilização em Portugal”.

“Somos a única livraria que conhecemos que vai fazer ao Estado um desconto entre 15% e 25% do preço de capa o que corresponde, na totalidade da medida, a 30 milhões de euros”, revela Manuel Tovar.

Apesar de, no último ano letivo, a falta de informação ter feito com que muitos pais optassem apenas por livros escolares novos, o cofundador da Book in Loop acredita que este ano há mais sensibilidade para o tema.

“O que nos parece é que as famílias estão dispostas a reutilizar, e reutilizam já, se tiverem de pagar com o seu próprio dinheiro, mas quando é oferecido pelo Estado faltam alguns mecanismos, uma vez que é ainda um sistema novo, para fazer a reutilização e é esse problema que nós queremos colmatar. Contudo, acredito que, este ano, as pessoas já estão mais sensibilizadas para a aquisição destes manuais. A sustentabilidade está na ordem do dia. A nossa floresta tem sofrido bastante, sendo a produção de livros uma das causas de abate da floresta e é também uma preocupação das pessoas”, esclarece.

Recorde-se que em maio, o Tribunal de Contas alertou para a fragilidade da sustentabilidade do programa que assegura a gratuitidade dos manuais escolares, visto que, a percentagem de livros reutilizados este ano letivo foi inferior a 4%.

Já  na quarta-feira passada, o Ministério da Educação garantiu que as famílias portuguesas estão no 'bom caminho' quanto a esta questão. De acordo com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, quase metade dos manuais disponibilizados às famílias no ano passado foram reutilizados até ao momento.

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