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Eis o que disse Bruno de Carvalho hoje em tribunal

O antigo presidente do Sporting Clube de Portugal foi, esta quarta-feira, interrogado pelo juiz Carlos Delca no Campus de Justiça, em Lisboa.

Eis o que disse Bruno de Carvalho hoje em tribunal

Bruno de Carvalho garantiu em tribunal que não foi ele o autor mortal do ataque à Academia de Alcochete em resposta ao juiz Carlos Delca.

“Alguma vez disse a alguém da claque: façam o que quiserem aos jogadores?”, perguntou o juiz, ao que Bruno de Carvalho respondeu apenas “não”, explicando de seguida que a expressão "façam o que quiserem" dizia respeito às tarjas da claque e não aos jogadores.

Ainda sobre o que aconteceu naquele dia, Bruno de Carvalho sugeriu que a responsabilidade é do chefe da segurança da Academia porque, após o que aconteceu no aeroporto da Madeira, "tinha a obrigação de tomar medidas".

"Ele tinha a obrigação de ter tomado medidas sem ter de perguntar ao presidente. Ele até andou a passear com as pessoas", afirmou, garantindo que "ninguém" lhe comunicou "absolutamente nada sobre o que se tinha passado no aeroporto" e, muito menos, Nuno Mendes.

E mais. O ora arguido disse ainda que o chefe de segurança permitia a entrada de elementos da claque nas instalações da Academia. "Penso que lá iam algumas vezes, mas nunca dei indicações para isso, só soube que acontecia".

Quanto às intervenções públicas que foi fazendo e que contribuíram para um deteriorar da sua relação com os jogadores, Bruno de Carvalho defendeu-se dizendo que uma das suas funções era a de "zelar pelos interesses dos acionistas, pedir responsabilidades pelos resultados e promover o que achasse fundamental para a melhoria da performance". 

E, segundo o próprio, fez "intervenções sobre futsal, andebol, hóquei e fui ver as reações dos jogadores através dos capitães. Carlos Carneiro do andebol disse que tinham dado mais ânimo, o João Pinto do hóquei em patins, o Miguel Maia do voleibol… Pelos vistos, as atitudes eram diametralmente opostas”.

“No último ano fomos campeões em todas as modalidades menos no futebol masculino, fomos também no futebol feminino", acusou, citado pelo jornal Observador.

Bruno de Carvalho revelou também que "antes do jogo com o Benfica foi recusado um prémio de meio milhão de euros e antes do jogo na Madeira foi recusado um prémio de meio milhão de euros". "Coincidência ou não, o Sporting não consegue cumprir os objetivos e um destes jogos originou o episódio no aeroporto", atira, citado pelo Correio da Manhã. 

"Nunca tinha assistido. Nas modalidades só aconteceu no futebol”, garantiu.

O tom endureceu entre a procuradora Cândida Vilar e Bruno de Carvalho. A magistrada perguntou-lhe se "não o preocupou o que se passou na garagem e no estádio" ao que ele respondeu que "isto não é um discurso, quer ir para a política vá".

Nesta troca de 'mimos' Cândida Vilar frisou que é "livre" para fazer perguntas e Bruno de Carvalho atirou: "Eu não sou livre por sua causa".

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