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Funeral de António Hespanha realiza-se na quinta-feira em Lisboa

O funeral do historiador António Manuel Hespanha, que morreu na segunda-feira, realiza-se na quinta-feira, em Lisboa, estando o corpo em câmara ardente a partir de quinta-feira na Basílica da Estrela, também na capital.

Funeral de António Hespanha realiza-se na quinta-feira em Lisboa
Notícias ao Minuto

13:13 - 02/07/19 por Lusa

País Óbito

O corpo de António Manuel Hespanha estará em câmara ardente a partir das 18:00 de quarta-feira, nas capelas exequiais da Basílica da Estrela, de acordo com a empresa prestadora de serviços funerários Servilusa.

"As exéquias fúnebres terão o seu início na quinta-feira, pelas 13:30, com celebração de missa de corpo presente, seguindo o funeral para o crematório do cemitério do Alto São João em Lisboa", refere a empresa, num comunicado hoje divulgado.

O historiador António Manuel Hespanha, que nasceu em 1945 em Coimbra, morreu na segunda-feira, aos 74 anos, em Lisboa.

António Manuel Hespanha licenciou-se em Direito, em 1967, na cidade onde nasceu, obtendo posteriormente o doutoramento em História e Política Institucional Europeia, tendo defendido a tese "As Vésperas do Leviathan", sobre o sistema de poderes das monarquias tradicionais europeias.

Docente e investigador, comissário-geral para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses entre 1997 e 2000, é definido como "o historiador português mais citado internacionalmente" e "um dos nomes mais importantes no estudo da história institucional e política dos países ibéricos", pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento sobre Direito e Sociedade da Universidade Nova de Lisboa.

Autor de mais de duas dezenas de livros e de mais de centena e meia de artigos científicos, sobretudo nas áreas da História Política e Colonial, assim como na História do Direito e na Teoria do Direito, destacam-se, entre as suas obras, títulos como "A Cultura Jurídica Europeia", "Guiando a Mão Invisível - Direitos, Estado e Lei no Liberalismo Monárquico Português" e "Cartas para Duas Infantas Meninas - Portugal na Correspondência de D. Filipe I para as Suas Filhas".

A livraria Almedina reeditou, em junho, "Pluralismo Jurídico e Direito Democrático".

No seu último livro, "Filhos da Terra. Identidades Mestiças nos Confins da Expansão Portuguesa", que publicou no passado mês de fevereiro, António Manuel Hespanha procurou "reunir e tratar conjuntamente elementos para a análise daquilo a que se vem chamando, desde há uns anos, o 'império sombra' dos portugueses, ou seja aquele conjunto de comunidades que, fora das fronteiras formais do império, sobretudo em África e na Ásia, se consideravam como 'portugueses' -- qualquer que fosse o sentido disso".

"Falamos muitas vezes no impacto que as viagens dos portugueses tiveram na história do mundo, mas raramente damos a palavra ao 'mundo' para falar delas. Mesmo as vozes de outros europeus sobre a expansão portuguesa estão muito pouco presentes no que contamos acerca delas", disse então o historiador à Lusa.

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