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Câmara de Viseu ameaça enviar buldózeres para terreno da segurança social

O presidente da Câmara Municipal de Viseu ameaçou hoje enviar buldózeres para uma parcela de terreno da segurança social e deitar os muros abaixo, caso o Governo não faça a escritura até 15 de julho.

Câmara de Viseu ameaça enviar buldózeres para terreno da segurança social

"Vou hoje dar aqui um prazo ao Governo. Se até ao dia 15 de julho não for feita a escritura arranquem as buldózeres para o terreno e deitem o muro abaixo e entrem pelos terrenos da unidade de saúde familiar na parte que nós queremos comprar e que o Governo não nos deixa comprar. E o Governo depois que embargue a obra, se quiser", ameaçou António Almeida Henriques.

E acrescentou: "E vou passar a atuar assim para com o Governo. Enquanto o Governo não der uma prova de boa fé, vamos passar a fazer assim: não há uma resposta em dois meses e avançamos para a obra e depois que seja o Governo a embargar".

No decorrer da sessão ordinária da Assembleia Municipal de Viseu, o autarca explicava que, "à semelhança dos professores na sua reivindicação na contagem do tempo de serviço", também ele contou "dois anos, três meses e oito dias" desde a adjudicação da obra, a 26 de março de 2017, e o "prazo que já passou sem se poder fazer a escritura da tal parcelazinha de terreno que pertence à Segurança Social".

"Tem andado ali de bolandas em bolandas, do Tesouro para a Segurança Social, entrou a nova responsável da Segurança Social, estamos também à espera, aliás, quero aqui afirmar-vos solenemente: a minha paciência esgotou, porque acho que o Governo já faz isto de má fé", considerou.

Neste sentido, o autarca acusou os deputados do Partido Socialista de, "se calhar", estarem a interferir prejudicialmente na relação com o Governo.

A obra em causa é a requalificação do bairro de São José, na zona sul da freguesia de Viseu, no limite com a freguesia de Repeses, e que também vai permitir, lembrou o autarca, "a criação de uma rotunda de acesso ao centro de saúde, à unidade de saúde familiar, e vai permitir melhorar todo aquele acesso ao IPV [Instituto Politécnico de Viseu]".

"Para verem como é que o poder central pode bloquear algo que tem verbas determinadas, adjudicação, empresa escolhida e que está pendente, desculpem a expressão, de uma porcaria de uma pequena parcela de terreno que não presta para nada que não seja para alargar a rua e poder ter lá a rotunda para as coisas ficarem estruturadas", afirmou.

Em janeiro de 2017, o município de Viseu pôs em marcha um programa de requalificação de vários bairros residenciais da cidade, designado "Eu gosto do meu bairro" e que elegia oito bairros das freguesias de Viseu, Abraveses e Ranhados.

Bairros "carentes de intervenção prioritária, cujas obras deveriam ser executadas em dois anos, 2017-2018, com um investimento municipal que ascende os dois milhões de euros".

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