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"Quem causa acidentes com feridos graves nunca mais deveria conduzir"

Miguel Sousa Tavares comentou, esta segunda-feira, a notícia de que o número de radares de controlo de velocidade vai aumentar e acusou as autoridades de só atuarem perante os condutores que "dão dinheiro aos cofres do Estado”.

"Quem causa acidentes com feridos graves nunca mais deveria conduzir"

Atualmente existem 50 pontos de radares espalhados pelas estradas portuguesas. Porém, só estão no ativo 30 radares, o que significa que há 20 pontos que não estão a funcionar. Mas esta é uma situação que vai mudar já no próximo ano, pois, tal como foi noticiado pelo Jornal de Notícias, vai ser lançado um concurso público para aquisição e instalação de mais equipamentos deste género.

Perante esta notícia, Miguel Sousa Tavares apresentou, no seu habitual espaço de comentário na antena da TVI, um gráfico que mostra que dos 50 pontos de radares “30 estão em autoestrada” locais onde, refere, “só há 10% das mortes nas estradas”, sendo que os restantes encontram-se nas “outras estradas e nas localidades”.

“Isto quer dizer que os radares estão onde se anda mais depressa e não onde se morre mais. Estão onde se multa mais facilmente”, apontou, considerando que “é muitíssimo menos perigoso andar a 140 km/h na autoestrada do que a 90 km/h na EN125”.

A verdade, sublinhou, é que “temos uma tradição de caça à multa que faz com que se ande atrás, não dos assassinos e das pessoas perigosas ao volante, mas sim dos contraventores que são aqueles que dão dinheiro aos cofres do Estado”.

Face ao exposto, Sousa Tavares defendeu que “devia castigar-se quem conduz sob o efeito do álcool e estupefacientes, quem faz manobras perigosas e conduz sem carta e depois os que causam acidentes”.

E a este propósito, o comentador foi perentório: “Quem causasse acidentes com feridos graves nunca mais deveria conduzir”.

“A grande causa das mortes na estrada é a má condução e isso não é perseguido pelas autoridades”, acusou.

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