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Trabalhadores das cantinas e refeitórios em greve nacional em julho

Os trabalhadores das cantinas e refeitórios concessionados de fábricas, escolas, hospitais e outros serviços públicos fazem greve nacional no dia 10 de julho, por melhores salários e condições de trabalho, informou hoje um sindicato.

Trabalhadores das cantinas e refeitórios em greve nacional em julho
Notícias ao Minuto

17:05 - 24/06/19 por Lusa

País Greve

Em declarações à agência Lusa, António Baião, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, explicou que neste sub-setor de atividade, que emprega cerca de 7.000 trabalhadores a nível nacional, os patrões não se têm mostrado disponíveis para negociar os salários e melhoria das condições de trabalho, motivando a realização de uma greve no dia 10 de julho, com concentração junto à sede da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em Lisboa.

Relativamente ao acordo assinado com a AHRESP, que estabelece novas tabelas salariais para todo o setor do alojamento turístico a nível nacional e toda a área de restauração e bebidas, António Baião considera que "os valores negociados estão aquém" daquilo que são os resultados do turismo.

"Recorde-se que o setor do turismo vive uma situação económica excelente com crescimentos sucessivos ao longo dos últimos seis anos e com índices de crescimento de dormidas e número de refeições e bebidas vendidas que originam resultados nunca vistos", pode ler-se no comunicado enviado por aquele sindicato.

As novas tabelas salariais estabelecem um aumento mínimo de 27 euros mensais para todos os trabalhadores dos hotéis.

O subsídio de alimentação aumenta 18 euros, de 107 para 125 euros por mês, com efeitos a partir de 01 de junho.

Já na restauração, alcançou-se um aumento de 20 euros mensais, com efeitos a partir de janeiro de 2019.

António Baião salientou ainda que "as outras associações patronais não estão a negociar a melhoria das condições dos trabalhadores", referindo-se à Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) e à Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

"Estas associações patronais recusam uma atualização justa dos salários e pretendem retirar direitos aos trabalhadores e desregulamentar, ainda mais, os horários de trabalho", refere o comunicado do sindicato.

Este sindicato informou também que se associa à manifestação nacional de trabalhadores convocada pela CGTP-IN para dia 10 de julho, contra a proposta de alteração à lei laboral apresentada pelo Partido Socialista, considerando-a prejudicial para os trabalhadores deste setor.

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