Portugal já tem 1.400 eco-escolas a ensinar conmportamentos sustentáveis
Portugal já tem cerca de 1.400 eco-escolas, estabelecimentos que apostam em comportamentos mais sustentáveis na gestão da água, energia e resíduos, sendo a Madeira a região com maior taxa de adesão, revelou hoje a coordenadora do projeto.
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"Temos cerca de 1.400 eco-escolas e este ano ainda estão a decorrer inscrições [até meados de novembro], pois há uma renovação anual e há sempre algumas escolas novas" no programa, habitualmente cerca de 20%, por ano, referiu Margarida Gomes.
A coordenadora nacional do programa, que já "saiu" da Europa, onde nasceu há 20 anos, e está em 58 países de todo o mundo, falava à agência Lusa a propósito do Dia Internacional das Eco-Escolas, que se assinala quinta-feira.
O programa abrange todos os graus de ensino, incluindo jardins de infância e ensino superior desde há cinco anos ou centros educativos, mas cerca de 60% são estabelecimentos do ensino básico e, destes, 40% são do 1.º ciclo.
O objetivo do Eco-Escolas é "melhorar o seu desempenho ambiental, gerir melhor os recursos dentro da escola, a energia, a eletricidade, a separação de resíduos ou os espaços verdes e influenciar a comunidade envolvente para práticas mais sustentáveis".
Margarida Gomes salientou o papel destas escolas para conseguir "poupar recursos e mudar comportamentos da comunidade escolar e envolvente, a parte mais difícil".
Desde que entrou para o programa, há 18 anos, Portugal tem vindo a aumentar o número de eco-escolas e os casos de escolas a desistir "são pontuais", apontou a responsável.
Em 2012, "tivemos uma ligeira diminuição [do número de eco-escolas] mas não teve tanto a ver com desistências, mas mais com encerramento de estabelecimentos de ensino" ou aglutinações em outros agrupamentos, explicou.
O Eco-Escolas está em todos os distritos, em 230 concelhos, e a região com "maior taxa de implementação relativamente ao número de escolas existentes é a Madeira e 60% está no Eco-Escolas", enquanto a média no país é 20%.
Em termos de número de escolas a aderir ao projeto, destacam-se Lisboa, principalmente Sintra, e Porto, distritos em que se concentram mais estabelecimentos de ensino.
A coordenadora do programa salientou que os municípios "são parceiros fundamentais, apoiam as suas escolas e reconhecem que ter eco-escolas no concelho é uma mais valia pois ajuda a diminuir a taxa de resíduos a depor em aterro e educa as várias gerações, a partir da escola a informação passa para a família".
As eco-escolas de todo o mundo têm em comum a metodologia de trabalho, inspirada na Agenda 21 local e água, resíduos e energia são as atividades repetidas em cada uma, a que se juntam temas anuais, como mar, agricultura biológica ou mobilidade sustentável, escolhidos este ano.
Além de encontrarem formas de poupar água e evitar o desperdício, algumas escolas organizam hortas biológicas, outras têm uma preocupação especial com a biodiversidade.
"Mais que sensibilizar, o objetivo [do Eco-Escolas] é mudar comportamentos porque sensíveis, ou pelo menos informados, estamos quase todos", defendeu Margarida Gomes, realçando a dificuldade de "passar do conhecimento à ação".


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