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"Tenha vergonha e demita-se", dizem os polícias ao ministro

Eduardo Cabrita está a ser alvo de críticas por parte das forças de segurança que, agora, pedem a sua demissão.

"Tenha vergonha e demita-se", dizem os polícias ao ministro
Notícias ao Minuto

13:15 - 18/06/19 por Patrícia Martins Carvalho 

País Forças de segurança

O Movimento Zero – constituído por elementos da GNR e da PSP – mostrou todo o seu desagrado para com as posições assumidas e declarações feitas pelo ministro da Administração Interna.

“Tenha vergonha e demita-se”, lê-se no comunicado do movimento criado após a condenação de oito agentes da PSP por agressões a moradores do bairro Cova da Moura, na Amadora.

A polémica estalou no domingo depois de dois elementos da GNR terem sido alvo de disparos – um deles teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica para remoção do projétil.

A primeira reação pertenceu ao presidente da Associação Profissional da Guarda, César Nogueira, que referiu que "há cada vez mais agressões e nada se tem feito para considerar a profissão de risco".

Estas declarações levaram o ministro Eduardo Cabrita a comentar e a garantir que  “não há cada vez mais [elementos agredidos]” até porque, sublinhou, “Portugal é cada vez mais um país seguro”, contrariando não só César Nogueira, como os dados do último Relatório Anual de Segurança Interna.

As reações não se fizeram esperar, estendendo-se às restantes associações sindicais da Polícia de Segurança Pública e agora foi a vez de o denominado Movimento Zero mostrar a sua indignação para com Eduardo Cabrita, tendo pedido, inclusive, a sua demissão.

No documento, a que o Notícias ao Minuto teve acesso, os mais de 10 mil elementos das forças de segurança garantem que, caso Eduardo Cabrita não peça a demissão, irão “parar o país”.

É uma luta que travamos há anos demais. Para si, os profissionais das forças de segurança, que inclusivamente providenciam a sua própria segurança pessoal, têm de andar submissos e calados perante os constantes esquemas estatísticos e políticos a que assistimos na comunicação social, visando apenas manipular a opinião pública

O Movimento Zero, que nasceu como forma de protesto, avisa ainda o ministro que “vai continuar sem cedências até que as reivindicações sejam atendidas” - os polícias afetos ao Movimento estão a atuar apenas preventivamente, o que significa que “já é possível atestar o decréscimo da atividade operacional da PSP e da GNR, nomeadamente em detenções e números de contraordenações, assim como o impacto financeiro que estas vão causar nos cofres do Estado”.

Os mais de 10 mil elementos das forças segurança reforçam ainda que “qualquer agressão a um elemento policial, em si, já é grave o suficiente”, razão pela qual condenam as declarações do ministro da tutela.

Além do comunicado, os responsáveis pelo Movimento criaram também uma petição online pedindo a demissão de Eduardo Cabrita quem, referem, “desprestigia totalmente as Forças de Segurança, no desempenho das suas funções, não os representando ou defendendo quando qualquer um enxovalha as instituições que representa, não tomando partido e quando toma, é sempre contra”.

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