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"Não se pode suspeitar de corrupção e se se investiga achar que é mau"

O Presidente da República está no fim de uma visita de dois dias à Costa do Marfim.

"Não se pode suspeitar de corrupção e se se investiga achar que é mau"

O périplo começou ainda no Dia de Portugal, a 10 de junho, com Marcelo Rebelo de Sousa a partir para Cabo Verde. De seguida, foi a vez da Costa do Marfim, numa visita de dois dias que está a chegar ao fim e que foi uma visita de negócios mas também de diplomacia, que incluiu o anúncio de abertura na Costa do Marfim de uma embaixada portuguesa.

Na Costa do Marfim, onde Marcelo foi coroado como Apôh, o chefe de Estado nacional falou à antena da RTP não só sobre a visita, mas também sobre questões que marcam a atualidade em Portugal.

"Considero excecional o ambiente que rodeia Portugal aqui", afirmou o Presidente em solo costa-marfinense.

"As relações entre os dois países estão num salto monumental: 300 empresas onde havia 40 ou 60; muitos portugueses, onde havia 40, são 200 a viver cá. O ensino do português, com mais de mil alunos e alguns já em mestrados e doutoramentos. E há um interesse profundo da Costa do Marfim em receber os portugueses cá e a investir em Portugal e conhecer melhor Portugal. Isto para nós é uma grande emoção mas é sobretudo política e estrategicamente importante", salientou.

Questionado sobre o contrato para o SIRESP, Marcelo salientou que conhece o dossier. "O que sei é que me espera o diploma do Governo. Já está na Presidência da República. É uma matéria que tenho acompanhado com atenção, não me vou pronunciar fora do território português, mas conheço aquilo de que trata, sei qual é a solução a que se chegou e portanto o diploma está para promulgação nos próximos dias", afirmou.

Questionado sobre o recente caso que implicou buscas em 18 autarquias e detenções, Marcelo não o abordou diretamente, mas deixou um comentário sobre o que significa, num Estado de Direito democrático, investigar a corrupção.

"Aqui, como em Cabo Verde, encontrei um ambiente que se traduz no seguinte: uma grande admiração e respeito por um país que tem um Estado de direito democrático e que, perante casos que merecem investigação por causa da corrupção, está a fazer investigação".

Realça ainda o Presidente que "não é possível é suspeitar-se que há corrupção e depois quando há investigação da corrupção achar-se que isso é mau". Será que a imagem do país fica manchada com este tipo de casos sob investigação? "Não. Um Estado de Direito que investiga a corrupção faz o que deve fazer", reforçou.

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