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Cinco mil polícias apelam ao boicote de multas, detenções e horas extra

Grupo ‘Movimento Zero’ foi criado por profissionais da PSP, depois de oito agentes terem sido condenados por agressões a moradores do bairro da Cova da Moura.

Cinco mil polícias apelam ao boicote de multas, detenções e horas extra

Dias depois da condenação de oito polícias por agressões a moradores do bairro da Cova da Moura, vários profissionais do efetivo da Polícia de Segurança Pública (PSP), independentes e sem representação sindical, criaram um movimento de protesto contra o julgamento em questão e pela falta de apoio institucional da PSP e Ministério da Administração Interna, nesta e outras matérias.

Numa carta aberta ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao primeiro-ministro, António Costa e a outros governantes, o Movimento Zero garante que já cerca de cinco mil polícias “desmotivados e crentes que a integridade institucional está cada vez mais desacreditada” aderiram a este grupo que “privilegia a prevenção em vez da detenção”.

Como primeira medida e forma de protesto, estes profissionais da PSP estão, desde o dia 21 de maio, a desempenhar funções “com proatividade nula”, isto é, a fazer meramente o indispensável e o que lhes é incumbido pela profissão, especialmente em zonas de risco.

De acordo com o ‘Movimento Zero’, estes polícias não estão a efetuar abordagens a viaturas ou cidadãos, não estão a intervir em situações de alteração de ordem pública sem que se encontram totalmente reunidas as condições de segurança, nem levantam autos contraordenacionais, salvo em situações estritamente necessárias.

Na mesma carta, o ‘Movimento Zero’ exige o “rápido desbloqueio de fundos monetários para a aquisição de micro-câmaras de gravação de imagem e aúdio, para todos os elementos com funções policiais que tenham interação direta ou parcial com o público”, criando assim o efeito de “legislação clara e adequada à função a que se destinam, sem lacunas ou interpretações subjetivas”, assim como a instalação de câmaras de videovigilância, com aúdio, no interior e no exterior das esquadras e nos carros patrulha.

O ‘Movimento Zero’ garante ainda que se estas medidas não funcionarem, irão adotar uma atitude mais musculada.

Já Pedro Magrinho, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos da Polícia, tinha dito, em declarações ao Notícias ao Minuto, que os agentes da PSP que aderiram ao grupo ‘Movimento Zero’ estava a evitar multas, a recusar fazer fiscalizações rodoviárias e ainda a apelar ao boicote, da parte de todos os polícias, a multas, detenções e horas extra.

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