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Marcelo fez "chamada de atenção" perante risco de abstenção elevada

O Presidente da República defendeu hoje ter feito uma "chamada de atenção" contra o elevado número de abstenção previsto nas eleições europeias que estão agora a decorrer, recusando a ideia de ter dado um puxão de orelhas aos portugueses.

Marcelo fez "chamada de atenção" perante risco de abstenção elevada

"Foi um chamada de atenção que ainda tinham seis horas, agora três [para votar]. Vamos ver se ouviram. O fim de tarde é muito importante", disse, em Braga, Marcelo Rebelo de Sousa, à entrada de uma visita ao Banco Alimentar, quando questionado sobre se as suas palavras eram 'um puxão de orelhas' aos portugueses.

Em Celorico de Basto, à saída da mesa onde exerceu o seu direito ao voto, o professor disse estar "muito preocupado" com os níveis de participação nas eleições europeias, admitindo ser uma "péssima notícia" se as taxas de votação ficarem entre os 20 e os 25 por cento.

"Penso que [os portugueses] devem fazer um esforço [para votar] porque, como eu disse, seria realmente uma péssima notícia chegar a números de votação na ordem dos 20 a 25 por cento", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe do Estado disse que os indicadores até às 13:00, hora em que exerceu o seu direito de voto, apontavam para níveis de participação reduzidos.

"Os primeiros dados não são animadores", disse o Presidente da República, sobre os dados iniciais. "Acabei de ouvir aqui precisamente números que são muito parecidos com esses [na casa dos 20%], portanto, parece ser uma tendência geral", referiu.

Às 13:00, a votação na freguesia de Celorico de Basto, com pouco mais de 525 eleitores, era de cerca de 11%.

"De eleição para eleição, agravar a abstenção, agravar o desinteresse, agravar a apatia, agravar o distanciamento em relação ao voto é um péssimo sintoma para todos. É um péssimo sintoma para a democracia, um péssimo sintoma para o pluralismo e para as escolhas, que são muitas", afirmou.

Até às 16:00, a afluência às urnas era de 23,37%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, cerca de três pontos percentuais inferior à das últimas eleições para o Parlamento Europeu, em maio de 2014, que, à mesma hora, se cifrava em 26,31%.

Cerca de 10,7 milhões de eleitores são hoje chamados a eleger os 21 deputados portugueses ao Parlamento Europeu, numas eleições a que concorrem 17 listas.

Os eleitores com capacidade eleitoral ativa são este ano 10.761.156, quando nas europeias de maio de 2014 eram 9.696.481.

Votam para as eleições ao Parlamento Europeu cerca de 400 milhões de cidadãos dos 28 países da União Europeia, que elegem, no total, 751 deputados.

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