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"Se deves pouco és pilha-galinhas. Estamos cheios de Berardos"

As polémicas declarações de Joe Berardo na comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos foram um dos temas comentados por Francisco Louçã que as considera "grotescas".

"Se deves pouco és pilha-galinhas. Estamos cheios de Berardos"

Francisco Louçã considera que as palavras de Joe Berardo na comissão de inquérito, proferidas na semana passada, tiveram um “impacto muito forte” porque tiveram um “aspeto de farsa e grotesco que ele não só não disfarçou como exagerou”, o que “provoca uma emoção muito forte nas pessoas”.

E isso justifica o facto de este ter sido um tema debatido ao longo da semana, pois as pessoas sabem que “se não pagarem o empréstimo ao banco que nunca terão as facilidades que ele teve”.

Ou seja, “se deves muito és um senhor, se deves pouco és um pilha-galinhas”, disse Louçã no seu espaço de comentário 'Tabu' na SIC Notícias.

Para o antigo coordenador do Bloco de Esquerda a discussão a este respeito concentrou-se muito na questão das duas medalhas atribuídas a Joe Berardo, mas “isso é um aspeto secundário”.

“A mim choca-me o que ele disse, mas choca-me muito mais que haja dirigentes dos bancos que vão dizer que não se lembram ou que não havia critérios de avaliação de risco”, refere, sublinhando que esta é que é a “essência da coisa”.

“Aconteceram muitos Berardos ao longo da História de Portugal, nós estamos cheios de Berardos”, aponta, considerando que “o sistema Berardo é muito preocupante porque nos vulnerabiliza".

E é por causa deste sistema, refere, que “temos vindo a pagar uma fatura fortíssima por causa destas inconsistências bancárias” que são criadas porque a “elite usou a dívida para aventuras parasitárias, para manobras financeiras e para jogos de poder”.

Regressando à questão das duas medalhas atribuídas a Joe Berardo – cuja atribuição vai ser agora avaliada pelo Conselho das Ordens Nacionais – Francisco Louçã defende que em “Portugal há medalhas a mais”.

“Eu ficaria feliz se houvesse duas ou três por ano atribuídas a grandes figuras de referência e a grandes feitos e não a feitos desportivos, políticos ou económicos que são importantes naquele ano, mas que não ficam para a nossa história”, remata.

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