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Investigadores recorrem a oxidação para diminuir poluentes de navios

Investigadores do laboratório REQUIMTE da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) recorrem a processos de oxidação para "diminuir as emissões" de enxofre e de azoto dos navios de cruzeiro, revelou hoje a responsável.

Investigadores recorrem a oxidação para diminuir poluentes de navios
Notícias ao Minuto

16:07 - 17/05/19 por Lusa

País Investigação

Em entrevista à agência Lusa, Salete Balula, investigadora responsável pelo projeto, explicou que apesar da empresa Galp Energia estar envolvida na investigação desde 2013, só o ano passado é que a equipa do laboratório começou a trabalhar na minimização do "problema dos combustíveis marítimos".

"O impacto ambiental é muito grande e, como é cada vez maior a circulação de navios, é realmente uma necessidade tratar esses combustíveis", disse.

De acordo com Salete Balula, neste momento, a equipa de investigadores está a submeter os poluentes dos combustíveis, nomeadamente o enxofre e o azoto, a um "processo oxidativo" que é "economicamente mais viável".

"Os componentes vão ser oxidados no combustível ou extraídos através de processos químicos. Ao serem oxidados serão mais facilmente removidos do combustível e, portanto, quando são colocados nos navios já não há a emissão do óxido de enxofre e de azoto", esclareceu.

Apesar do processo oxidativo permitir "facilmente" a remoção dos poluentes do combustível, a investigadora admitiu à Lusa que o processo pode não impedir a libertação de alguns desses componentes para a atmosfera.

"Nós não podemos prometer que vamos conseguir chegar ao 0% de conteúdo de azoto e de enxofre porque isso vai ser muito difícil, mas que vamos diminuir imenso, vamos", garantiu, adiantando que o desafio dos investigadores passa agora por "conseguir remover no mesmo processo oxidativo os dois componentes".

Além da oxidação dos combustíveis marítimos, a equipa do laboratório encontra-se também a trabalhar na oxidação do azoto e do enxofre dos combustíveis terrestres como o gasóleo, apesar de "até agora, a preocupação governamental incidir só na remoção do enxofre".

"Acredito que mesmo no caso do gasóleo vai passar a haver regras ao nível do azoto", concluiu Salete Balula, adiantando que o projeto vai ajudar a "resolver um problema que não é só nacional".

O projeto, que não tem previsão de data final e é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pelo REQUIMTE, conta com a colaboração de profissionais do Laboratório Associado CICECO, da Universidade de Aveiro, e do laboratório AQV REQUIMTE da Universidade Nova de Lisboa.

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