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É o povo que paga o "mau caminho" por onde Governo leva o dinheiro

O líder do PCP afirmou hoje que tem sido o povo a pagar "todo o género de traficâncias, corrupção e manigâncias" do "mau caminho" pelo qual sucessivos governos têm levado o dinheiro, reconhecendo que aquele "não estica".

É o povo que paga o "mau caminho" por onde Governo leva o dinheiro
Notícias ao Minuto

23:54 - 16/05/19 por Lusa

Política Jerónimo

"Sim, o dinheiro não estica, o problema está na opção para onde é que ele vai e tem ido para mau caminho, para aqueles que têm cometido todo o género de traficâncias, de corrupção com o Estado a pagar, ou seja, com o povo português a pagar essas manigâncias", afirmou Jerónimo de Sousa, num comício, em Guimarães.

Numa noite fria, perante cerca de 150 apoiantes, o secretário-geral comunista acusou PSD, CDS-PP e PS de não quererem "discutir o que interessa", mas de tornarem a campanha para as eleições europeias, marcadas para 26 de maio, num espetáculo.

"Vemos PS, CDS e PSD não a discutir o que interessa, os problemas do país, não querem discutir os impactos das políticas da União Europeia e a soluções, estão apenas apostados na picardia, diatribe, na pessoalização da política e na política espetáculo".

Jerónimo de Sousa, que atacou principalmente socialistas, sociais-democratas e centristas, não deixou, no entanto, o BE de fora das críticas: "Registe-se o silêncio que permanece do PS, CDS, PSD, mas também do BE quanto a essa medida de grande alcance económico e social que constituiu a reivindicação anunciada pela CGTP de aumento geral de salário e do salário mínimo nacional para 850 euros", apontou.

Voltando a 'virar a agulha' para as europeias, o líder comunista defendeu que "é importante ter na União Europeia quem defenda os interesses do povo do país", salientando que serão sempre os eurodeputados da CDU.

Pois, acrescentou "a CDU põe os direitos do povo à frente da União Europeia".

O secretário-geral do PCP respondeu ainda àqueles que acusam as comunistas de serem nacionalistas.

"Às vezes acusam-nos de sermos nacionalistas, pois não somos nacionalistas, temos uma visão internacionalista das coisas, somos de facto uma força patriótica", completou.

Para o PCP "é ao povo português que tem que caber saber o que quer e por onde vai e não à União Europeia, com as suas imposições e ditames ao serviço de potências".

De volta à política nacional, o líder comunista lembrou medidas aprovadas ao longo da legislatura, desde o aumento ao salário mínimo nacional, à política de transportes acessíveis, reconhecendo, contudo, que "não se avançou o suficiente".

"Fizemos o nosso melhor, mas precisamos de mais força, fizemos isto tudo com 15 deputados, mais dois do PEV, imaginem, camaradas, se tivéssemos mais uma mão cheiinha de deputados", salientou.

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