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Cartoon português dá que falar e leva Trump a exigir pedido de desculpa

O cartoon, feito por um artista português, foi publicado num jornal norte-americano e as críticas ao seu conteúdo não se fizeram esperar, levando o próprio cartoonista a reagir.

Cartoon português dá que falar e leva Trump a exigir pedido de desculpa

O cartoonista António, colaborador do semanário Expresso, viu o seu trabalho envolto em polémica depois de o jornal The New York Times o ter publicado nas suas páginas.

Tudo começou no último dia 19, quando o desenho foi publicado no semanário português.

O cartoon em causa mostra Donald Trump com um quipá na cabeça (símbolo judaico) e óculos escuros nos olhos enquanto é guiado por um cão com a cara de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelita.

Uma semana depois, no dia 25, o desenho foi publicado no jornal norte-americano e foi então que o ‘verniz estalou’.

Primeiro foi o filho do Presidente dos Estados Unidos a comentar a publicação, dizendo não ter “palavras para o antissemitismo” patente no cartoon. “Imaginem se isto não estivesse num jornal de Esquerda?”, apontou.

Mas não foi o único. Os leitores (e não só) do jornal americano revoltaram-se com o cartoon que consideraram antissemita e, no último sábado, o jornal emitiu uma nota onde admitia que a publicação do desenho tinha sido um “erro”.

No entanto, os responsáveis pelo conceituado jornal não pediram desculpa e os ânimos continuaram exaltados, levando o Comité Judaico-Americano a questionar a publicação como estava a pensar "corrigir" a situação.

Face a toda a situação, o jornal americano viu-se então 'obrigado' a corrigir a sua postura e emitiu uma nova nota, no domingo à tarde, a pedir efetivamente "desculpa" pela publicação do cartoon "antissemita".

Ainda assim, Donald Trump não se mostrou convencido e aproveitou o cartoon para 'atacar' o The New York Times relativamente a outras questões.

"O New York Times pediu desculpas pelo terrível cartoon antissemita, mas não me pediu desculpas a mim por isto e por todas as notícias falsas e corruptas que publicam diariamente", escreveu o Presidente norte-americano, rematando com uma crítica forte: "Atingiram o nível mais baixo do ‘jornalismo’ e, certamente, um ponto baixo na história do The New York Times”.

Por cá, o jornal Expresso publicou, há instantes, uma nota de esclarecimento a propósito do cartoon do seu colaborador António.

"A membros da comunidade judaica e aqueles que se possam ter sentido ofendidos e face à polémica gerada, o Expresso esclarece que nunca foi intenção retratar Israel ou a religião judaica e o seus fiéis de forma menos digna", lê-se na nota que não tem qualquer referência ao Presidente norte-americano.

Por sua parte, o autor do cartoon já reagiu à polémica e, em declarações à SIC Notícias, rejeitou as acusações que têm vindo a ser feitas ao seu desenho.

"Eu não sou antissemita", garantiu, assegurando que a "acusação de antissemitismo não tem qualquer sentido".

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