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Greve obriga a alterações em matadouro em época de maior movimento

O matadouro de Bragança deixará de acolher animais de véspera durante a greve dos inspetores sanitários marcada até sábado, informou hoje o presidente da Câmara, Hernâni Dias, ressalvando que haverá uma alternativa para o abate.

Greve obriga a alterações em matadouro em época de maior movimento
Notícias ao Minuto

15:41 - 17/04/19 por Lusa

País Bragança

O autarca explicou que devido à greve iniciada, na terça-feira não será possível o matadouro municipal de Bragança manter o procedimento habitual de recolher os animais de véspera por não haver garantia de que no dia do abate estará disponível um inspetor sanitário.

Os animais só serão recebidos se o controlo poder ser feito ou encaminhados para outros matadouro da região como já aconteceu logo no primeiro dia da greve que coincide com um período de maior movimento nas linhas de abate por o cordeiro e o cabrito fazerem parte da gastronomia associada à Páscoa.

Segundo Hernâni Dias, na segunda-feira, o matadouro municipal recebeu os animais para abate na terça-feira, que não pode realizar-se porque a inspetora sanitária escalada fez greve.

"Ontem a inspetora de Bragança fez greve, encaminharam alguns dos clientes para outros matadouro com os quais articularem o abate para que tudo ficasse resolvido e não houvesse nenhum problema, quer sob o ponto d avista da segurança quer do bem-estar animal", explicou.

Durante o dia de hoje, segundo ainda o responsável, foram abatidos animais porque deslocou-se uma inspetora de Vila Real para assegurar o serviço.

Para o dia de amanhã, quinta-feira, o matadouro municipal de Bragança está "a diligenciar junto da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) para se poder fazer o abater", mas ainda sem a certeza de que será possível.

"Como sabemos que vai haver greve só temos uma solução é não permitir que os animais entrem no nosso matadouro porque não temos garantia de que efetivamente teremos uma inspetora sanitária que nos vai permitir o abate", vincou o autarca.

Os veterinários e assistentes técnicos da inspeção sanitária da Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) iniciaram, na terça-feira, uma greve, que decorrerá até sábado, para reivindicar a criação da carreira especial de inspetor sanitário e o fim do processo de municipalização da inspeção sanitária.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN), a greve dos inspetores veterinários deve-se à "continuada ausência de resposta do Governo à exigência de criação da carreira de inspeção sanitária, reivindicação da maior justeza que os sucessivos governos têm ignorado".

O STFPSN denuncia que esta situação fica agravada com a recente criação da "Bolsa de Inspetores Veterinários" para a contratação ocasional de médicos veterinários, classificando-a como uma "autêntica praça de jorna" que só irá agravar a precarização das funções de inspeção e desvalorizará o direito à carreira e à respetiva progressão.

Num comunicado divulgado, na terça-feira, o Ministério da Agricultura anunciou que foi enviada na segunda-feira aos sindicatos "uma convocatória para uma reunião no próximo dia 23, tendo como objetivo proceder à apresentação e apreciação do projeto de carreira aprovado".

"Não obstante o Ministério da Agricultura considerar o direito à greve como um direito inalienável dos trabalhadores, não pode igualmente deixar de considerar esta greve como incompreensível, tanto mais que desrespeita a determinação do Tribunal Arbitral quando à prestação de serviços mínimos", refere no comunicado.

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