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Fake News: Desinformação está a tornar-se cada vez mais complexa"

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, considerou hoje que a desinformação está a tornar-se cada vez mais complexa, na sequência das alterações tecnológicas, defendendo a discussão da regulação das redes sociais.

Fake News: Desinformação está a tornar-se cada vez mais complexa"
Notícias ao Minuto

22:18 - 15/04/19 por Lusa

País Governo

"Isto vai ter implicações na forma como legislamos, vai ter importância como as plataformas se vão autorregular", disse Ana Paula Zacarias, no encerramento da conferência "Informação e Desinformação na Era Digital", na Assembleia da República, em Lisboa.

Para a secretária da Estado, é fundamental que se discutam problemas como a desinformação.

"Estamos perante situações de grande complexidade e, por isso, é fundamental que se debatam estas coisas", afirmou Ana Paula Zacarias, realçando que a desinformação é perigosa, podendo desencadear uma guerra a partir de uma tecnologia simples, como acontece com um qualquer movimento político.

"Imaginem o que pode um qualquer jovem adolescente, daqui uns dias, fazer a um líder político. Dizer o que ele acha, qualquer coisa. Pode declarar guerra nuclear à Rússia [por exemplo]. Um jovem no seu quarto com uma tecnologia que é mais fácil utilizar", realçou.

Ana Paula Zacarias considerou também que o combate à desinformação é trabalho de todas entidades, quer púbicas ou privadas.

"O combate à desinformação é um trabalho de todos", afirmou, reconhecendo que deve ser feito pelo parlamento, pelo Governo e pelo setor privado.

A secretária de Estado informou ainda que vai haver uma reunião no dia 23 de abril, com o Governo, para discutir esta matéria e encontrar o melhor método de governação para a desinformação.

As 'fake news', comummente conhecidas por notícias falsas, desinformação ou informação propositadamente falsificada com fins políticos ou outros, ganharam importância nas presidenciais dos Estados Unidos da América que elegeram Donald Trump, no referendo sobre o 'Brexit' no Reino Unido e nas presidenciais no Brasil, ganhas pelo candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro.

O Parlamento Europeu quer tentar travar este fenómeno nas Europeias de maio e, em 25 de outubro de 2018, aprovou uma resolução na qual defende medidas para reforçar a proteção dos dados pessoais nas redes sociais e combater a manipulação das eleições, após o escândalo do abuso de dados pessoais de milhões de cidadãos europeus.

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