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Detido suspeito de homicídio de português. Bruno foi baleado e degolado

Homem entregou-se esta sexta-feira, três anos depois do crime.

Detido suspeito de homicídio de português. Bruno foi baleado e degolado
Notícias ao Minuto

09:13 - 14/04/19 por Natacha Nunes Costa 

País Crime

Mais de três anos depois, o homicídio de Bruno Moreira, um português de 29 anos que vivia no Brasil, está mais perto de estar resolvido. Esta sexta-feira, o suspeito do crime entregou-se às autoridades do Paraná, mesmo antes de as autoridades darem cumprimento a um mandado de detenção.

Diego Rodrigues dos Santos, de 29 anos, dirigiu-se à esquadra na presença do seu advogado e entregou-se à polícia depois de saber que havia um mandado de prisão em seu nome. O brasileiro garante que está inocente e diz que está a ser uma vítima das calúnias da ex-mulher de Bruno.

O caso remonta a 2015, quando o corpo de Bruno Moreira foi encontrado por pescadores, no Rio Passaúna. A autópsia revelava um crime hediondo: o português foi baleado, agredido e degolado. E tudo indica que tenha sido por Diego, com quem morava e de quem era amigo.

Bruno Moreira foi viver com a mulher para o Brasil em 2014. Pouco tempo depois, a companheira regressou a Portugal, mas o jovem decidiu continuar no Paraná.

Já em junho de 2015, Bruno foi morar com Diego, de quem tinha ficado amigo. O português não tinha trabalho e vivia às custas da mãe, que lhe enviava todos os meses dinheiro. No dia do crime, a 7 de setembro do mesmo ano, conta o jornal Tribuna do Paraná, Diego chegou do trabalho e irritou-se com Bruno por este estar ao computador e não fazer nada.

Nessa altura, durante a discussão, Diego terá atingido Bruno com um tiro, agredindo-o de seguida ao soco e pontapé. Posteriormente, arrastou-o até à cozinha e degolou-o com golpes de faca. O corpo da vítima foi encontrado no Rio Passaúna, enrolado em cobertores, dois dias depois do crime.

Como o português não tinha familiares no Brasil, foi o próprio Diego que reconheceu o corpo.

Entretanto, a mulher de Bruno voltou ao Brasil e reparou que Diego utilizava objetos pessoais que eram do ex-marido, o que fez com que desconfiasse do brasileiro.

De acordo com a Polícia Civil, o motivo do crime está relacionado com a mesada que a mãe de Bruno lhe enviava. O homicida sabia os valores que ele recebia e queria ficar com o dinheiro.

Contudo, Diego jura estar inocente e garante que é tudo invenção da ex-mulher de Bruno. O suspeito assegura que o português não tinha dinheiro.

Diego, que continua detido, vai ser indiciado por homicídio qualificado com três agravantes: tortura, motivação fútil e impossibilidade de defesa.

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