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Noiva do Daesh quer voltar para Portugal mas sem rejeitar islamismo

Luso-holandesa radicalizou-se e fugiu para a Síria há cinco anos. Agora, aguarda respostas para sair do campo de transição onde foi colocada após a queda de Raqqa na ofensiva internacional contra o Daesh.

Noiva do Daesh quer voltar para Portugal mas sem rejeitar islamismo

Chama-se Ângela Barreto e era apenas uma adolescente quando começou a sentir-se atraída pelas práticas islâmicas e pela propaganda extremista do Daesh. A 9 de agosto de 2014, quando tinha apenas 19 anos, aproveitou o facto de a família, natural de Abrantes, não estar em casa, fez as malas e partiu da Holanda para a Síria.

Depois de cruzar a fronteira entre a Turquia e a Síria, a luso-holandesa radicalizou-se e casou com o português Fábio Poças, um combatente do Daesh, conhecido por Abdurahman Al Andalus, que morreu há cerca de um ano num bombardeamento.

Em entrevista à RTP, Ângela conta que, após a queda de Raqqa (conhecida como a capital do califado), na ofensiva internacional contra o Daesh, dirigiu-se com os dois filhos para Baghouz para ficarem a salvo. Só que os bombardeamentos intensivos, durante o mês de março, atingiram a filha de três anos de Ângela e a noiva portuguesa do Daesh viu-se obrigada a render-se, tal como milhares de outras mulheres e filhos dos combatentes radicais.

Os dias seguintes foram passados entre o campo de trânsito em território curdo-sírio que acolhe cerca de 24 mil familiares de membros do Daesh e o hospital de Al Hassakah, onde a filha esteve hospitalizada. Há cerca de uma semana, a menina morreu.

A vida de Ângela é agora incerta. Na Holanda enfrenta um mandado de captura por suspeitas de ter recrutado para o Daesh, através das redes sociais, três raparigas menores. De Portugal, não tem respostas.

Apesar de ter ignorado durante anos a família, Ângela sabe que estes têm tentado, junto do Governo português, o repatriamento, mas ainda não foram recebidos por nenhum governante.

A jovem portuguesa admite que gostava de regressar a Portugal, “se o Governo permitir”, mas sem nunca rejeitar a fé islâmica.

A vida de Ângela está confinada ao campo de refugiados onde existem pessoas de 54 personalidades, falta de água, de comida e de medicamentos.

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