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Seis portugueses repatriados para Portugal após tragédia em Moçambique

Cidadãos nacionais vão ser transportados por avião fretado pelo Governo.

Seis portugueses repatriados para Portugal após tragédia em Moçambique
Notícias ao Minuto

08:09 - 24/03/19 por Natacha Nunes Costa 

País Ciclone Idai

Seis portugueses a viver em Moçambique serão, na manhã deste domingo, repatriados para Portugal devido à tragédia que assolou a cidade da Beira, após a passagem do ciclone Idai.

De acordo com a RTP 3, entre os cidadãos nacionais que aceitaram a oportunidade de sair de Moçambique, num avião fretado pelo Governo, estão quatro homens, uma mulher e um adolescente. Além dos portugueses, vem também para Portugal um guineense que tem dupla nacionalidade.

O avião, que irá partir pelas 13h00, horas locais (11h00 em Portugal Continental) de Moçambique, é uma das três aeronaves fretadas pelo Estado português para apoiar as operações de socorro na Beira. Ontem, o aparelho seguiu com vários bombeiros, elementos da GNR, INEM e Proteção Civil, assim como diverso material médico de apoio ao Hospital da Beira. Como, este domingo, voltava para Portugal apenas com a tripulação, o Governo português deu a oportunidade à comunidade portuguesa de regressar ao nosso país.

Apesar da comunidade portuguesa em Moçambique ser bastante grande, apenas seis aceitaram essa ajuda. Já ontem, o Presidente da República explicava porquê. 

"A grande maioria aparentemente quer ficar, o que é natural, é razoável. Têm a sua vida lá e, portanto, à medida que o tempo avança e avançam os apoios e chegam as ajudas e essas ajudas se concentram e vão chegando ao terreno, aquela que foi a perturbação inicial e natural num país sobre o qual se abate a tragédia, vai sendo progressivamente ultrapassado", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Um milhão de crianças afetadas pela tragédia

O número de mortos em Moçambique após a passagem do ciclone Idai continua a aumentar. Oficialmente, 446 pessoas perderam a vida na tragédia que assolou a Beira, contudo, as autoridades admitem que o número de vítimas mortais pode ultrapassar as mil. Entre as vítimas mortais está um português.

As autoridades procuram agora ajudar 2 milhões de pessoas, entre cerca de 900 mil crianças, que ficaram desalojadas durante a tempestade. 

Além de terem ficado sem tecto, os moçambicanos lidam com a chegada de doenças como a cólera, febre tifóide e malária, algo  muito preocupante e que pode aumentar o número de mortos, garantiu a diretora-executiva da UNICEF, Henrietta Fore, após  uma visita à cidade da Beira.

"O mundo não pode pensar que é uma crise pontual. Existe uma crise de curto prazo, mas, também uma de longo prazo", disse a norte-americana relembrando que a tragédia vai muito além do momento em que acontece.

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