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Buscas realizadas no Turismo dos Açores envolvem crimes de abuso de poder

O processo de inquérito que levou à realização de buscas na Associação de Turismo dos Açores no final de fevereiro envolve também crimes de abuso de poder, revelou hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Buscas realizadas no Turismo dos Açores envolvem crimes de abuso de poder
Notícias ao Minuto

16:51 - 13/03/19 por Lusa

País PGDL

A Polícia Judiciária de Ponta Delgada anunciou em 27 de fevereiro que nesse dia, e no anterior, foi realizada uma operação por suspeitas de "fraude para a obtenção de subsídio, peculato, falsificação de documentos e participação económica em negócio" na Associação Turismo dos Açores (ATA).

Fonte policial confirmou à Lusa, na altura, que o presidente do organismo, Francisco Coelho, tinha sido constituído arguido.

Hoje, numa nota divulgada na sua página da internet, a PGDL indica que, além daqueles quatro crimes, são investigados crimes de "abuso de poder", tendo sido realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias à ATA, bem como a "alguns dos seus dirigentes e a empresas com ela relacionados".

"Foram constituídos e interrogados, na qualidade de arguidos, cinco pessoas. Na operação desencadeada, para cumprimento dos mandados de busca emitidos pelo MP [Ministério Público] e pelo juiz de instrução criminal, foi apreendido um acervo considerável de documentação física e digital", acrescenta a PGDL, sublinhando que o inquérito se encontra em segredo de justiça.

Também em 27 de fevereiro, a companhia aérea SATA confirmou que recebeu nesse dia inspetores da Polícia Judiciária, tendo manifestado disponibilidade para facultar toda a informação que lhe foi solicitada.

A operadora referiu que "não tem conhecimento de ser alvo de qualquer investigação no âmbito deste processo" e reafirmou que "está, naturalmente, absolutamente disponível para colaborar com as entidades competentes".

A SATA foi um dos sócios fundadores, a par do Governo dos Açores, da Associação Turismo dos Açores, que, entretanto, ambos abandonaram.

As investigações decorrem sob orientação do MP de Ponta Delgada, sendo este órgão coadjuvado pela PJ - Direção de Investigação Criminal de Ponta Delgada e pelo Organismo Europeu de Luta Anti-Fraude.

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