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"Bom senso aconselha" que Marcelo não se pronuncie sobre a Venezuela

O Presidente da República disse hoje que pronunciar-se sobre a situação vivida na Venezuela "não serve os interesses da comunidade portuguesa e, portanto, os interesses de Portugal".

"Bom senso aconselha" que Marcelo não se pronuncie sobre a Venezuela
Notícias ao Minuto

20:17 - 12/03/19 por Lusa

País Presidente República

Instado a comentar a decisão da companhia aérea portuguesa TAP de cancelar os voos para a Venezuela, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "o bom senso aconselha" a que não se pronuncie, a não ser para dizer que tem acompanhado a situação naquele país e junto da comunidade portuguesa de forma "atenta e consistente".

O Presidente da República lembrou que a comunidade portuguesa na Venezuela "é muito numerosa, muito ligada a Portugal", sublinhando o seu "grande mérito, porque está no terreno, tem um contacto muito direto com o povo", e, sendo constituída sobretudo por pequenos e médios comerciantes, "de alguma maneira acaba por ser muito sensível à situação vivida naquele país".

"Dizer mais do que isto, é não estar a proteger a comunidade portuguesa", afirmou.

O Presidente da República visitou hoje à tarde a Casa-Museu dos Patudos, em Alpiarça, no distrito de Santarém, onde participou num seminário que assinala a passagem dos cem anos sobre a formação do Governo republicano liderado por José Relvas, depois de um banho de multidão', que incluiu ranchos folclóricos, utentes de lares e centros de dia, crianças das escolas e muita população.

Marcelo Rebelo de Sousa visitou ainda a Casa-Museu dos Patudos, edifício projetado pelo arquiteto Raul Lino onde se encontra exposto o mobiliário e as obras de arte legadas ao município por José Relvas.

Questionado sobre a polémica entre Portugal e Espanha sobre a viagem de circum-navegação, de que se assinalam os 500 anos, o chefe de Estado afirmou que se limita a verificar que os dois ministros dos Negócios Estrangeiros tomaram uma posição conjunta sobre o assunto.

"Quer dizer que o reino de Espanha e a República Portuguesa, os dois Governos, estão de acordo quanto à forma de conjugarem os seus esforços relativamente a esse momento histórico. Isso é o mais importante. Como vivemos em democracias, há liberdade de pensar tudo sobre tudo, mas a posição oficial dos Governos é clara, que é conjugarem os esforços em torno do que foi um marco importante para a história da humanidade", declarou.

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