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Agressor procura filha no Facebook. Menina está a salvo em casa abrigo

Ex-companheira e criança fugiram depois de anos de alegadas agressões.

Agressor procura filha no Facebook. Menina está a salvo em casa abrigo
Notícias ao Minuto

19:51 - 12/03/19 por Natacha Nunes Costa 

País Violência doméstica

Parecia mais um apelo de um pai desesperado que procura a filha desaparecida. Na foto, partilhada no Facebook, vê-se uma menina com vestido branco. Na legenda o pedido: “Desaparecida, partilhem é minha filha”. Só que, depois de mais de 50 mil partilhas e milhares de palavras solidárias, começaram a surgir os primeiros comentários suspeitos.

É que, afinal, de acordo com a família materna da menina, a criança não está desaparecida, nem corre perigo, está sim numa casa-abrigo com a mãe, que fugiu aos “17 anos” de violência do homem que agora diz procurar a filha.

“Na minha irmã e na minha sobrinha não metes mais a mão, monstro! (…) A grande mulher que tu maltratas-te e rebaixaste. Não mereces perdão”, lê-se num comentário feito por Raquel Martins, supostamente a irmã da vítima.

Já o pai da mãe da menor, José Martins, fez uma publicação, também nas redes sociais, a explicar o caso.

“Aqui vai a minha revolta como pai, este FDP espancou a minha filha e por pouco não a matou. Durante 17 anos ou mais e ela nunca disse nada (…). Peço a todos vós que o denunciem e que publiquem esta mensagem para que todos fiquem a saber o monstro que ele é. Ele bateu-lhe e por pouco não enterrei a minha filha. Tenho pena de não poder mostrar fotos dela porque ela está protegida pela APAV”, lê-se na publicação partilhada por José Martins.

De acordo com o Jornal de Notícias, o Gabinete de Apoio e Informação à Vítima da PSP confirmou que a menor e a mãe estão “em segurança” numa casa abrigo no âmbito de um processo de violência doméstica iniciado há cerca de um mês.

A mesma publicação diz que o apelo do homem já foi entretanto transmitido às autoridades e será tido em conta na instrução do processo e em fase de julgamento, apesar de não ser considero "ilícito"

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