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Ricardo Araújo Pereira responde a Neto de Moura e cria jogo sobre juiz

Ricardo Araújo Pereira não teme ser processado pelo juiz Neto de Moura. Aliás, até gostava de ser julgado por este juiz. “Ele sentiu-se agredido por mim e ele costuma estar do lado dos agressores, em princípio não me acontece nada”, ironizou.

Ricardo Araújo Pereira responde a Neto de Moura e cria jogo sobre juiz

O humorista Ricardo Araújo Pereira integra a lista de pessoas que o juiz Neto de Moura pretende processar por se ter sentido ofendido na sua honra pessoal e profissional quando criticado publicamente em relação a decisões de casos de violência doméstica.

Por isso, o humorista decidiu responder ao juiz no programa ‘Gente que não sabe estar’. E respondeu com mais piadas. Mas não só. A dada altura, Ricardo Araújo Pereira chamou uma criança - “aleatoriamente sentada na fila da frente” - para jogar um jogo online, o ‘Salva o Neto’ (www.salvaoneto.pt).

Em caso de derrota, o jogo apresenta a seguinte mensagem: “vemo-nos em tribunal, rabos”, em alusão à piada do humorista que causou “dói dói” no juiz. Em caso de vitória: "Parabéns. Ganhaste. Graças a ti, o juiz ilibou mais um vil agressor. Boa!", pode ler-se.  

Antes da apresentação e demonstração do jogo, RAP dedicou ao tema um leque de piadas sobre o último acórdão polémico sobre um caso em que o agressor rebentou um tímpano à vítima.

Neto de Moura, lembrou o humorista, escreveu que “os factos, apreciados na sua globalidade não relevam uma carga de ilicitude particularmente acentuada, confinando-se àquilo que é a situação mais comum no quadro geral da violência doméstica”.

Ou seja, “como quem diz: oh, já vi pior, ainda lhe deixou um tímpano perfeitamente bom para ela continuar a ouvir mais ameaças de morte. As pessoas também só vêem o copo meio vazio, em vez de verem o copo meio cheio e atirarem à cabeça da esposa. Realmente”.

Mais adiante, RAP referiu que o juiz argumentou que o arguido nunca utilizou qualquer objeto contundente nas agressões e comentou: “Não foi buscar nada para lhe bater, rebentou-lhe o tímpano à mão, e as coisas feitas à mão têm mais valor. Toda a gente sabe isso, é como o artesanato, vale logo mais”.

Sobre o facto de ser um dos visados de Neto de Moura por ter tecido “considerações que fazem dói dói ao meritíssimo”, Ricardo Araújo Pereira disse que, na perspetiva do juiz, “rebentar o tímpano ainda é como o outro”. “Agora sarcasmos? Isso aleija”, ironizou. 

“Um juiz que apela ao poder de encaixe das mulheres no que toca a socos, mas tem dificuldade em encaixar paródia”, acrescentou.

RAP deu por isso uma sugestão a mulheres que venham a ser “julgadas” por Neto de Moura - basta dizerem: “ele realmente deu-me várias tareias, nada a dizer, mas contou-me três anedotas que me amesquinharam tanto”.

Por fim, afirmou estar descansado se for a tribunal e disse ate que gostava de ser julgado por Neto de Moura. “Ele sentiu-se agredido por mim e ele costuma estar do lado dos agressores, em princípio não me acontece nada”, atirou. E se for para a cadeia? Também deverá ser tranquilo, uma vez que não vai lá encontrar homens acusados de violência doméstica porque Neto de Moura os deixou todos na rua. 

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