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"Carne picada dos talhos é um cocktail de bactérias e sulfitos"

As conclusões do estudo levado a cabo pela DECO Proteste são arrasadoras. Há “descuido” dos talhantes e quem paga? A saúde dos portugueses.

"Carne picada dos talhos é um cocktail de bactérias e sulfitos"

"O tempo passa, mas as práticas dos talhos, mais uma vez, não acompanham os preceitos da lei”. É desta forma que começa o relatório do estudo feito pela DECO Proteste à carne picada vendida nos talhos portugueses.

Seis anos depois da primeira vez que foi testada a carne picada, os especialistas voltaram ‘à carga’ e recolheram 20 amostras de 12 talhos da Grande Lisboa e oito do Grande Porto.

O resultado? Um “cocktail de bactérias e sulfitos” que resultam de uma “combinação perfeita com o descuido no controlo das temperaturas das montras frigoríficas onde a carne se encontra exposta”.

Mas não é só quem vende carne picada que tem a sua “quota-parte de responsabilidade na situação”, pois também a “fiscalização deveria ter sido mais robusta”.

Perante temperaturas de conservação muito acima do permitido e a deteção, entre outros ingredientes, de sulfitos, proibidos na carne picada, mas continuamente usados, o que podemos concluir? Que os talhos e os organismos de controlo ainda têm muito trabalho a desenvolver

A verdade é que, “apesar de todos os alertas e avisos, os resultados continuam a ser maus”, lamenta a DECO numa nota enviada à redação, especificando que em “20 amostras de carne picada de talhos visitados na Grande Lisboa e no Grande Porto, apenas quatro são razoáveis e uma boa”.

Este estudo levado a cabo no ano passado permitiu concluir que 17 em 20 talhos não respeitam a temperatura de conservação que deve ser de até 2ºC e que 15 em 20 amostras recolhidas continham sulfitos, o que “é proibido”.

A DECO sublinha que a “lei é clara” quanto aos “procedimentos, limites e proibições - a carne picada não pode ter sulfitos, ou outros ingredientes além do sal e tem de ser conservada até 2ºC”.

No entanto, a lei também “permite manter a carne já picada no expositor de venda”, o que só se tornou possível a partir de meados dos anos 90 pois, até aqui, “só era permitida quando preparada a pedido e à vista do consumidor”.

“Hoje em dia, embora os requisitos sejam mais rigorosos e os meios técnicos melhores, esse ponto de partida não se reflete nos resultados dos testes. Provam que a razão estava do nosso lado: não estão reunidas condições para a venda de carne previamente picada”, lamenta a associação de defesa do consumidor.

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