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Britânica violada acusa médico do Hospital de Portimão de "crueldade"

Centro Hospitalar Universitário diz que não recebeu, até à data, qualquer reclamação.

Britânica violada acusa médico do Hospital de Portimão de "crueldade"
Notícias ao Minuto

20:03 - 25/02/19 por Natacha Nunes Costa 

País Algarve

Kate Juby, a jovem britânica que decidiu dar a cara e falar do pesadelo que viveu em Portugal, depois de ter sido violada duas vezes por um homem que lhe tinha dado boleia, acusou também um médico do Centro Hospitalar Universitário de Portimão de ter sido “cruel” durante o atendimento que lhe foi prestado após a violação.

Ao Mirror, Kate contou que quando chegou à unidade hospitalar algarvia amarraram-na e tiraram-lhe as roupas à força enquanto o médico lhe dizia para parar de chorar.

“Prenderam-me a uma cama, tiraram as minhas roupas. O médico disse para parar de chorar, para deixar de ser uma bebé e para crescer. Deram-me duas injeções sem nunca me dizerem o que era. Tiraram-me sangue, o ADN, sempre a segurarem-me à força e a dizerem para eu não fazer barulho e não chorar. O médico foi mesmo cruel comigo. Foi horrível”, acusa a britânica.

O Notícias ao Minuto entrou em contacto com o hospital em questão que garantiu que, até esta segunda-feira, não recebeu qualquer reclamação por parte de Kate.

“O Centro Hospitalar Universitário não recebeu, até à data, qualquer reclamação por parte da utente, tendo tido conhecimento da situação descrita através da Comunicação Social”, responderam.

Já sobre o procedimento adotado em casos de violação, o Hospital de Portimão diz que cumpre o protocolo de atuação para os casos de suspeita de agressão sexual, em articulação direta com o Gabinete Médico-Legal.

“O Centro Hospitalar Universitário do Algarve dispõe de um protocolo de atuação para os casos de suspeita de agressão sexual, em articulação direta com o Gabinete Médico-Legal, e que é seguido sempre que existe um caso de alegada agressão sexual. Este protocolo consiste na observação da vítima, colheita de amostras para identificação da vítima, do agressor e de possíveis lesões que possam resultar, no momento ou posteriormente, em complicações para a saúde da mesma, e na administração de medicação para controlo de sintomas e prevenção de futuras infeções por doenças, como é caso do HIV”, esclarecem, acrescentando que todos estes procedimentos são explicados à vítima que “dá (ou não) o seu consentimento por escrito, de acordo com a legislação em vigor para o Consentimento Informado, Esclarecido e Livre no que respeita a procedimentos e atos médicos”.

O Hospital explica ainda que a observação das vítimas é realizada, “sempre”, na Urgência de Ginecologia (Bloco de Partos) pela Coordenadora do Gabinete Médico-Legal ou pelo médico especialista em ginecologia e obstetrícia de serviço.

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