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Tensão em Pedrógão: Presidente garante que há listas, mas não as revela

Autarca começou por admitir que ninguém estava preparado para responder de forma perfeita à tragédia.

Tensão em Pedrógão: Presidente garante que há listas, mas não as revela

Era suposto ser uma conferência de imprensa para Valdemar Alves, presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, reagir às acusações da existência de donativos para as vítimas dos incêndios de 2017 escondidos em armazéns e desviados para amigos e familiares de autarcas, uma denúncia feita numa reportagem da autoria da TVI.

Contudo, e perante a sua indisponibilidade para responder às questões do jornalista da estação de Queluz, André Carvalho Ramos, que de forma insistente tentou que o autarca divulgasse a lista de bens entregues, assistiu-se a uma troca de palavras mais acesa entre o jornalista, o autarca e outros presentes na sala.

Valdemar Alves esclareceu de imediato que não responderia às questões do jornalista, aconselhando-o a regressar à TVI, estação de televisão na qual, acusou, o chamou de "bandido, gatuno, abusador, enganador do povo".

Já o jornalista considerou não se tratar de um ato democrático não esclarecerem as suas questões. "Não está a ser democrático não me responderem às questões e a condicionar esta conferência. É  retrocesso democrático e um atentado ao acesso livre à informação", afirmou.

Presidente garante que há listas, mas à TVI não dá respostas

Antes disso, e quando ainda estava no poder da palavra, Valdemar Alves recordava a tragédia que aconteceu no território e questionava: “quem é que estava capacitado para responder de forma perfeita?”.

“Foi uma tragédia muito grande”, lembrou, referindo que de imediato as várias equipas envolvidas nos trabalhos fizeram “face a isto”, fazendo um inventário por equipas no terreno, para ver o que se tinha passado.

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande explicou que a autarquia se limitou a ceder espaços para acolher donativos para as vítimas dos incendios de 2017, rejeitando suspeitas de favorecimento. "Os eletrodomésticos que estão num armazém da autarquia são da Cruz Vermelha/Revita, responsável pela gestão do apetrechamento das habitações" ardidas no incêndio de junho de 2017, que causaram 66 mortos e destruíram centenas de habitações, explicou Valdemar Alves.

O autarca lembrou as várias equipas que estiveram no terreno, como equipas de Saúde, da Segurança Social, da Cruz Vermelha, Proteção Civil, deixando rasgados elogios a quem considera que teve de facto um papel essencial: os fuzileiros.

Referindo que eram eles quem batiam porta a porta, a questionar as necessidades das pessoas, Valdemar Alves referiu que existe uma ficha técnica com os bens dados a cada pessoa. 

“Eles é que iam entregar a maioria dos bens, tinham viaturas para isso , eram 195 homens, com muitas dezenas de viaturas, comandados por esse grande almirante, o Gouveia e Melo. Temos em nosso poder tudo o que as pessoas receberam”, garantiu, embora quando confrontado pela TVI se tenha negado a disponibilizar essa informação. Uma atitude que, segundo Ana Leal, acontece porque Valdemar Alves "nunca teve essas listas" pois "elas não existem".

Em análise à conferência de imprensa, Ana Leal esclarece que as listas em causa são listas detalhadas sobre quem deu, que bens foram doados - em espécie e dinheiro - que quantidades foram doadas e a quem foram entregues. Algo que outras autarquias também afectadas, como Figueiró dos Vinhos possuem, mas que em Pedrógão não há registo.

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