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Detetada legionella no IPO de Lisboa

Foi detetada legionella no IPO (Instituto Português de Oncologia) de Lisboa, não havendo, contudo, registo de infetados.

Detetada legionella no IPO de Lisboa

A informação está a ser avançada pela TVI 24 que refere que o hospital já tomou todas as medidas necessárias e que está garantida a segurança de utentes e trabalhadores.

De acordo com a estação de Queluz, a bactéria foi detetada nas instalações, mas não há, nesta altura, registo de qualquer infectado. 

À agência Lusa, o presidente do instituto confirmou a informação, destacando que "não há nenhum surto de legionelose [doença dos legionários] no IPO" e que "não há nenhum doente infetado, não há nenhum doente com suspeita de infeção".

"O que aconteceu foi a deteção nas pesquisas normais que se fazem regularmente à presença de legionella na água quente" em alguns sítios do hospital, como já aconteceu noutras alturas, disse João Oliveira.

João Oliveira explicou que "é comum" haver legionella nos sítios em que haja água quente, nomeadamente em depósitos, seja nos hospitais ou em casa.

"A existência da legionella na água é frequente, a existência de doenças por 'legionella', designadamente pneumonia, é rara", frisou.

"E é isso que está a acontecer neste momento, nós detetámos legionella, como é quase impossível não detetar na água, mas não temos nenhum doente sequer que suspeitemos de doença provocada pela legionella", disse João Oliveira.

Na sequência da deteção da bactéria, foram tomadas "todas as medidas de precaução" que estão preconizadas nas diretrizes, nomeadamente a colocação de filtros, juntar alguns elementos à água, além de estarem a ser feitos regularmente os choques térmicos que são aconselhados também nestas circunstâncias.

"Tomámos essas medidas nos sítios em que agora detetámos a legionella", adiantou o presidente do IPO de Lisboa.

A bactéria legionella é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia.

A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.

A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

[Notícia atualizada às 11h30]

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