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Hells Angels: Mais dois detidos pela PJ no Algarve

Duas pessoas foram detidas por suspeitas de associação criminosa, tentativa de homicídio, roubo, detenção de armas proibidas e ofensas a integridade física, no âmbito do processo que investiga a organização de motociclistas Hells Angels, anunciou a PJ.

Hells Angels: Mais dois detidos pela PJ no Algarve

O caso conta atualmente com 68 arguidos, 39 dos quais permanecem detidos, depois de no mês passado o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa ter declarado a especial complexidade do processo para poder ter mais seis meses (até 18 de julho) para deduzir a acusação, dilatando assim o prazo da prisão preventiva.

Numa nota enviada às redações, a PJ esclarece que as duas detenções ocorreram no Algarve, na quarta-feira, na sequência de diligências efetuadas naquela região, e adianta que já tinham sido emitidos mandados de detenção para estas duas pessoas, que exerciam a profissão de segurança privada.

Em causa estão factos suscetíveis de integrar a prática dos crimes de associação criminosa, homicídio qualificado, na forma tentada, roubo, ofensas à integridade física graves, ofensas à integridade física qualificadas e detenção de armas proibidas.

A PJ acrescenta que os detidos já foram apresentados no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa e que ficaram obrigados a apresentações periódicas no posto policial da área de residência, proibidos de se ausentarem para o estrangeiro e de contactos com coarguidos deste processo, bem como de participarem em eventos motard e de exercerem a profissão de segurança privada.

Os 68 arguidos neste caso (um deles detido na Alemanha) estão todos indiciados, na sua generalidade, da prática dos crimes de associação criminosa, de homicídio qualificado na forma tentada, roubo, ofensas à integridade física graves, ofensas à integridade física qualificadas, detenção de armas proibidas e tráfico de droga.

No requerimento a solicitar a especial complexidade do processo, no mês passado, o Ministério Público (MP) indicou também que ainda estão por concluir "exames periciais na área da biologia e balística, bem como na área tecnológica/informática, ou seja, exames periciais ao conteúdo dos computadores, telemóveis e outros suportes de ficheiros informáticos apreendidos aos arguidos".

O grupo Hells Angels existe em Portugal desde 2002 e, desde então, tem sido monitorizado pela polícia.

O inquérito corre termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária.

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