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"Há prioridades. Pelos vistos, em Portugal é a banca", critica bastonária

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros lamenta que a prioridade em Portugal seja a banca e que não haja dinheiro para satisfazer as reivindicações dos profissionais de saúde.

"Há prioridades. Pelos vistos, em Portugal é a banca", critica bastonária
Notícias ao Minuto

13:37 - 31/01/19 por Lusa com Notícias ao Minuto

País Enfermeiros

"Se o Governo pondera que tem de ter 800 milhões de euros para injetar no Novo Banco, os enfermeiros não podem aceitar que não há 120 milhões de euros para resolver os problemas deles", disse esta quinta-feira Ana Rita Cavaco em entrevista à agência Lusa.

Segundo a bastonária, 120 milhões de euros seria o impacto de subir o salário do escalão base dos enfermeiros, que atualmente é de 1.200 euros brutos, quando os sindicatos exigiam cerca de 1.600.

De acordo com os profissionais, um enfermeiro, quer tenha 15 dias de serviço ou mais de 20 anos de carreira, ganha 980 euros de salário líquido.

"É verdade que há prioridades. Pelos vistos, em Portugal é a banca", indicou, aludindo ainda a casos de corrupção no país. Ana Rita Cavaco entende que esta análise "são factos e não populismo".

Segundo o Ministério da Saúde, os aumentos salariais pedidos pelos sindicatos teriam um impacto financeiro estimado de 216 milhões de euros. Mas, segundo a Ordem, esse valor dirá respeito a aumentos de salários nas várias categorias, sendo que o aumento do salário base no início de carreira significaria um impacto de 120 milhões de euros.

A bastonária diz que a Ordem vê "com tristeza" a segunda greve cirúrgica dos enfermeiros, porque considera que o Governo "tinha margem para ir muito mais além".

Lamenta igualmente que o Governo não faça o planeamento adequado de recursos humanos na saúde e lembra que foi entregue, em 2016, uma proposta que apontava para a contratação de 3.000 enfermeiros por ano durante 10 anos, o que teria um custo de 65 milhões de euros por ano, que representa 0,6% do orçamento total para a saúde.

Bastonária reforça que primeira paralisação "não pôs em risco a vida de ninguém"

A propósito da segunda greve cirúrgica que arrancou hoje, a bastonária recordou que a Ordem acompanhou o cumprimento dos serviços mínimos na primeira paralisação e não detetou que alguma cirurgia prioritária tivesse sido adiada. "Pelo contrário, todos os conselhos de administração dos hospitais nos garantiram que os enfermeiros tinham ido além dos serviços mínimos e aberto mais salas cirúrgicas", afirmou Ana Rita Cavaco nesta entrevista à agência Lusa.

"Os serviços mínimos estão ajustados" e "não houve nenhuma situação que tivesse posto em risco a vida de ninguém, nem houve cirurgias prioritárias a ser adiadas", reiterou.

Sobre questões éticas e deontológicas que a ministra da Saúde diz estarem em causa nesta greve, Ana Rita Cavaco entende que "os enfermeiros não recebem lições" neste aspeto.

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