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Armando Vara falha sessão de amanhã da fase de instrução devido a greve

O antigo governante não vai estar esta terça-feira na sessão de instrução do processo Operação Marquês devido à greve dos guardas prisionais, noticia a RTP3. Por decisão do juiz de instrução, Ivo Rosa, a sessão de Armando Vara foi reagendada para o dia 5 de fevereiro.

Armando Vara falha sessão de amanhã da fase de instrução devido a greve

A fase de instrução do processo Operação Marquês, pedida por 19 dos 28 arguidos, inicia-se esta segunda-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, sob a direção do juiz Ivo Rosa.

A primeira arguida a falar será Bárbara Vara, filha de Armando Vara, que está acusada de branqueamento de capitais. Já a sessão com Armando Vara, agendada para amanhã (dia 29), vai ser adiada devido à greve dos guardas prisionais, de acordo com informação avançada pela RTP3.

Entretanto, informa a agência Lusa, o interrogatório de Armando Vara, como testemunha da sua filha, e ambos arguidos na Operação Marquês, foi adiado para o dia 5 de fevereiro, por decisão do juiz de instrução, Ivo Rosa.

Fonte ligada ao processo, citada pela Lusa, confirma que na origem do adiamento "está a greve dos guardas prisionais, cujos serviços mínimos não contemplam o transporte de presos para diligências não urgentes". Recorde-se que, Vara está detido no Estabelecimento Prisional de Évora, a cumprir cinco anos de cadeia no âmbito do processo face Oculta.

Por sorteio eletrónico, não isento de polémica, calhou, precisamente há quatro meses, ao juiz Ivo Rosa dirigir esta fase processual.

Ivo Rosa já marcou diligências até maio, sempre nas tardes dos últimos três dias de cada mês, prevendo-se que a decisão final seja conhecida perto do final do ano, dado o número de diligências e o número de testemunhas e de arguidos que querem depor.

A instrução foi requerida por 19 arguidos, entre os quais o antigo primeiro-ministro, José Sócrates, o antigo ministro Armando Vara, os ex-administradores da PT, Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, e o empresário Carlos Santos Silva.

O processo Operação Marquês, que teve início em julho de 2013, resultou numa acusação de 188 crimes, a maioria de branqueamento de capitais, vertida em mais de quatro mil páginas, 134 volumes, mais de 500 apensos e registos de mais de 180 buscas e interceções telefónicas.

No total, são mais de 53 mil páginas de papel, espalhadas por duas salas do TCIC, na rua Gomes Freire, em Lisboa.

José Sócrates, que esteve preso preventivamente e em prisão domiciliária e está acusado de 31 crimes económico-financeiros, pediu para depor nesta fase processual.

Entre os 28 arguidos estão Carlos Santos Silva, Henrique Granadeiro, Zeinal Bava, Armando Vara, Joaquim Barroca, Helder Bataglia, Rui Mão de Ferro e Gonçalo Ferreira, empresas do grupo Lena (Lena SGPS, LEC SGPS e LEC SA) e a sociedade Vale do Lobo Resorts Turísticos de Luxo.

[Notícia atualizada às 16h00 com informação sobre a data da próxima sessão]

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